A defasagem de peso constatada no lote de sete mil latas de óleo de soja Graziela, adquirido pela Secretaria Municipal de Educação de Londrina, deverá ser investigada criminalmente na Delegacia Policial de Itápolis, no interior de São Paulo, onde o produto foi envazado. Nos próximos três dias o procurador geral do município, Arão Moreira dos Santos Neto, irá encaminhar ofício à delegacia daquele município pedindo a instauração de inquérito policial.
Um laudo do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) constatou que as latas de óleo apresentavam uma defasagem de peso de 9%, em média. Arão Neto disse que irá fazer o pedido de instauração de inquérito policial em Itápolis porque outros consumidores, além de Londrina, também foram lesados.
‘‘Como o óleo foi adquirido através de permuta e não por licitação significa que não haveria intenção de prejudicar diretamente Londrina, mas uma coletividade.’’ Arão Neto afirmou que ‘‘como há indício de fraude’’ será enviada uma notícia-crime para a delegacia de Itápolis e não de Londrina. A secretaria municipal está investigando a aquisição do óleo e de outros produtos através de permuta e não de licitação.

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