Franquia rema contra a maré e investe no ramo
Se o panorama atual mostra que a correnteza leva sapateiros e costureiras à extinção, alguns remam contra a maré ao investir numa franquia de serviços do ramo. Com o intuito de unir os ofícios num só estabelecimento, a empresária Ângela Roeder montou há pouco mais de um ano uma loja do tipo na Área Central de Londrina.
O estabelecimento conta também com o serviço de engraxataria, tingimento, costura, lavagem de couro e venda de acessórios para manutenção de peças de couro. O ambiente, porém, é bastante diferente de uma sapataria comum. A franquia investe em organização, limpeza e estrito cumprimento das datas de entrega.
''A fama do sapateiro é sujeira e desorganização. Estamos provando que não tem de ser assim'', destaca Ângela. O cliente também tem a opção de comprar acessórios como cadarços e palmilhas. A franquia mantém, inclusive, um curso para formação de novos profissionais do ramo em São Paulo.
O modelo da franquia contrasta com o sapateiro tradicional. Aos 76 anos, Geraldo Lopes 45 anos de profissão, a maior parte no mesmo ponto da Rua Araguaia, na Vila Nova (Área Central). Depois de aprender a profissão com um amigo, ele passou a trabalhar como empregado. Ambicioso, investiu na compra de maquinário e abriu a própria sapataria, hoje um dos símbolos do tradicional bairro. ''Se a profissão acabar vai ser por falta de gente para trabalhar, não de freguês'', diz Lopes, reforçando que a juventude não quer seguir o ofício.
A diferença de preço entre o novo e o tradicional não é tão grande. Os serviços mais comuns, como conserto de salto de sapato custam entre R$ 3,00 e R$ 6,90. Outro conserto básico, o valor barra de calça gira em torno de R$ 5,00.





