Francovig testa o ‘articulado’
Osmani Costa

Josoé de Carvalho
Em testeNo primeiro dia de teste na zona sul, ônibus foi aprovado pelos usuários: destaque para conforto e silêncioA empresa Francovig, uma das concessionárias que operam o sistema de transporte coletivo de passageiros em Londrina, iniciou na tarde de ontem a fase de testes com o ônibus articulado produzido pela indústria Comil, de Erexim (RS), sobre o chassi da marca Volkswagen. O articulado - que no Estado é usado apenas em Curitiba - tem a capacidade de transportar simultaneamente 150 passageiros, quando os ônibus comuns levam no máximo 80 usuários.
Ontem à tarde, ele fez quatro viagens, nas linhas 203 e 210, que servem aos moradores do Jardim União da Vitória e outros bairros da zona sul da Cidade. Na manhã de hoje, outras viagens serão realizadas. Durante os testes, os técnicos da Francovig estão avaliando a adaptação do articulado às ruas e ao sistema viário de Londrina. Também serão testadas as possibilidades de manobras no terminal urbano, a aceitação dos usuários, o tempo das viagens, o consumo de combustível em operação e a relação completa entre custo e benefícios.
Cada ônibus articulado custa aproximadamente R$ 180 mil. Se o modelo for aprovado nos testes, a Francovig deve incluí-lo no plano de renovação da frota. A empresa quer adquirir dez unidades e colocá-las em funcionamento no começo do próximo ano. ‘‘Estamos buscando novas tecnologias, dentro da necessidade de modernização da empresa e com o objetivo de melhorar os serviços prestados à população’’, comenta o diretor da empresa, Francisco Henrique Francovig.
Esta é a primeira vez em que um ônibus articulado anda pelas ruas de Londrina. Pegos de surpresa, os usuários gostaram da novidade. ‘‘É muito bom, tem mais espaço e mais poltronas’’, diz o vendedor José Aparecido de Oliveira.
A dona-de-casa Janete Cristina Figueiredo conta que a viagem com o articulado foi tranquila: ‘‘O ônibus é grandão e bastante confortável. Ele roda macio e não faz muito barulho. Mas o melhor é que ele tem muitas poltronas e mais espaço nos corredores para as pessoas que vão em pé.’’

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