Francovig é autuada pela Prefeitura
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sábado, 11 de janeiro de 1997
Lúcio Horta 
Milton DóriaNas ruasÔnibus da Francovig embarca passageiros ontem à tarde, em ponto da Duque de Caxias: determinação é que empresa não opere na zona urbana
A Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) contabilizou, desde a última segunda-feira até o final da tarde de ontem, 18 autos de infração contra a Francovig por embarcar ou desembarcar passageiros dentro do perímetro urbano. Para cada autuação, a empresa deverá pagar uma multa de 200 Ufirs - ou R$ 254,00 -, que equivalem a 200 quilômetros rodados. As autuações atendem decisão do Tribunal de Justiça do Paraná, que determinou que a Francovig não poderia mais operar dentro da zona urbana da Cidade.
Nós tínhamos que cumprir essa determinação inclusive porque existe uma penalidade, tanto para a Comurb quanto para a Francovig, lembrou o presidente da Comurb, Cléber Tóffoli. Ele se refere à multa estipulada na carta ordem de R$ 10 mil por dia: se a Comurb não fiscalizar, é multada; e se a Francovig não cumprir o que determina a última decisão judicial, também recebe a mesma penalidade.
Para Cléber Tóffoli, as autuações são a prova de que a companhia está cumprindo o seu papel. Agora, estamos cumprindo dentro das nossas possibilidades, pondera. Segundo ele, por enquanto a companhia está com apenas dois veículos para atender a fiscalização em todas as áreas em que atua.
O presidente da Comurb explica ainda que as autuações não estão sendo feitas quando os ônibus da Francovig entram no Terminal Urbano de Londrina. O motivo, segundo ele, é que o texto da carta ordem não é claro o suficiente para que seja proibida a entrada dos ônbibus da Francovig no local. Por enquanto estamos cumprindo o que é claro, diz.
O diretor da Francovig, Francisco Francovig, afirmou ontem que a orientação da empresa é que os motoristas cumpram a determinação judicial e apenas embarquem ou desembarquem passageiros no Terminal Urbano. Segundo ele, em alguns casos aconteceu do próprio passageiro apelar para o motorista parar em algum ponto da cidade avisando que se dirigia para os distritos.
Francovig classificou a carta ordem do TJ, no entanto, de ato discriminatório da TCGL contra os passageiros. Ele afirma ainda que a empresa está providenciando os embargos necessários. Esta carta ordem não pode prosperar, disse.
Hoje, às 17 horas, no Centro Comunitário do Parque Ouro Branco (zona sul), entidades comunitárias da região promovem um encontro para discutir o transporte coletivo em Londrina. A reunião está sendo organizada pelo Conselho Comunitário da Região Sul e Conselho de Saúde da Região Sul.
Segundo Maria Inêz Gomes, coordenadora do Conselho Comunitário, um dos objetivos da reunião é avaliar a audiência que entidades comunitárias tiveram ontem à tarde, em Curitiba, com o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Cláudio Nunes do Nascimento. O grupo, de 40 pessoas aproximadamente, foi à Capital solicitar que o TJ volte atrás na decisão de proibir que a Fracovig opere na malha viária urbana de Londrina.


