Pela primeira vez desde que começou a ser reivindicado em Londrina, o transporte coletivo urbano gratuito para estudantes foi discutido em conjunto entre empresários, vereadores e estudantes, ontem na Câmara Municipal. Embora nenhuma decisão tenha sido tomada, o resultado da reunião foi considerado satisfatório pela vereadora Elza Correia (PMDB), que está à frente de campanha ''Pela educação Passe livre na mão!'', junto com os estudantes londrinenses.

Elza já apresentou projeto de emenda à Lei Orgânica do município pedindo a gratuidade do transporte para estudantes. A proposta foi retirada de pauta temporariamente. ''Hoje ouvimos todas as avaliações dos empresários, que concordam com o passe livre, desde que não tenham que arcar com o ônus sozinhos'', disse a vereadora. Ela defende a busca de subsídios junto ao município e outras fontes de recursos, como a publicidade.

Mas os empresários se mostram temerosos. ''Hoje os estudantes que pagam meia passagem representam 19% dos passageiros do sistema de transporte coletivo em Londrina. A nossa preocupação é que os 81% restantes tenham que arcar com os custos'', disse Francisco Henrique Francovig, diretor-administrativo da Francovig, uma das empresas que operam em Londrina.

A reunião de ontem contou com a presença do secretário de transportes de Maringá, Renato Bariani, e de representante da empresa de Transportes Coletivos Cidade Canção, Armando Roberto Jacolli. Em Maringá, o passe livre foi implantado em janeiro de 1997. Segundo Bariani, que está bancando a conta da gratuidade para os estudantes é o trabalhador, que hoje paga R$ 1,00 pela passagem. ''Calculamos que, se não fosse o passe livre, o preço poderia estar em torno de R$ 0,90'', disse.

Francisco Francovig calcula que se Londrina implantar o benefício nos mesmos moldes de Maringá, o preço da tarifa teria que ser reajustada em 11,33%, passando de R$ 1,15 para R$ 1,28. Nova reunião para discutir o passe livre foi agendada para o dia 17 de setembro.

mockup