O diretor administrativo da empresa Francovig não gosta de ouvir falar em processo de licitação no transporte coletivo. ‘‘Vamos falar de outra coisa, como, por exemplo, da qualidade do nosso serviço?’’ Para Francisco Henrique Francovig, a idéia de participar da disputa gera preocupação. Ele justifica que a empresa, após obter permissão em fevereiro deste ano, via decreto municipal, para operar em 10 linhas da zona sul (15% do total), fez investimentos. ‘‘Foram contratados 300 funcionários’’.
A empresa, segundo o diretor, continua investindo em estrutura física, capacitação de pessoal e treinamentos para melhorar a qualidade do serviço. ‘‘Estamos iniciando processo para obter certificado de qualidade da empresa. O processo demanda tempo e requer tranquilidade.’’
Questionado sobre o relacionamento com os novos diretores da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina, comentou: ‘‘Acabou a época de terror’’. Francovig disse que as empresas têm boa relação profissional porque os objetivos são semelhantes. ‘‘Queremos oferecer serviço de qualidade e eficiência.’’
Para Francovig, ‘‘as duas empresas hoje caminham em paz’’. Ele faz uma comparação com o relacionamento que havia com os antigos diretores da TCGL. ‘‘O grupo esquecia a eficiência, a qualidade e a satisfação do usuário, em busca da cartelização do serviço que é público’’.
(Luka Morais)

mockup