Francovig começa a operar hoje seis linhas da zona sul
A empresa de ônibus Francovig começa a operar em seis linhas urbanas da zona sul a partir de hoje. Ontem técnicos da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) vistoriaram os nove ônibus que farão as novas linhas, autorizando-os a circular. Na próxima semana, a Francovig deve ampliar o atendimento na zona sul até completar as 10 linhas que estão no contrato assinado entre a empresa e a Prefeitura. A Francovig tem até o dia 28 de fevereiro para atender todas as linhas.
A Francovig começa operando nas linhas Cafezal (205), Jamile Dequech (214), Chácara São Miguel (216), Tito Leal (204), Novo Perobal (215) e Adriana (212). A linha Cafezal vai ser operada por três carros e as demais com um. A linha Adriana, que é radial (vai até o terminal central), vai ser feita com ônibus da cor amarela. As demais linhas, que são alimentadoras (vão até o terminal Acapulco), vão ter ônibus beges. Um dos nove carros vistoriados ficará de reserva para atender linhas radiais. O preço da passagem foi equiparado ao da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) - R$ 0,60.
De acordo com os fiscais da Comurb, os ônibus que serão usados nas novas linhas da Francovig são bons e bem conservados. Os veículos são ano 94. Segundo os fiscais, os carros atendem as normas estipuladas no manual da Comurb. Entre outros detalhes, o manual especifica posição dos bancos, iluminação interna e do letreiro e condição dos pneus.
O contrato de exclusividade da com a Prefeitura venceu no dia 27 de janeiro. No dia seguinte, o prefeito Antonio Belinati (PDT) baixou decreto permissionário permitindo que as duas empresas passem a operar no transporte urbano, até que seja feita a licitação de todas as linhas. Ações judiciais, ainda em andamento, impedem a abertura da licitação de todas as linhas.
O início da operação da Francovig na zona urbana foi anunciado ontem à tarde aos diretores da TCGL pelo presidente da Comurb, Cléber Tóffoli. Os diretores da empresa estiveram na Comurb para conversar com Tóffoli, mas não teriam deixado claro se entrariam com recurso judicial contra a decisão. Tóffoli afirmou que o decreto é um fato consumado. Diretores da TCGL não foram encontrados ontem pela Folha de Londrina. O assessor jurídico da empresa, Ronaldo Neves, também não foi localizado. Quando o decreto foi baixado, diretores da TCGL chegaram a confirmar que não assinariam o termo por não concordarem com a medida tomada pela prefeitura.
O juiz da 1ª Vara Cível, Manoel Sebastião da Silva Filho, deve julgar hoje o pedido de revogação da liminar que impediu a realização da audiência pública para abertura do processo de licitatação do transporte coletivo. O juiz retornou das férias forenses ontem e afirmou que hoje vai analisar o pedido feito pela Prefeitura no dia 27 de janeiro. Segundo o secretário municipal de Negócios Jurídicos, Eduardo Duarte Ferreira, se o pedido da Prefeitura for julgado procedente, a licitação deverá ser aberta imediatamente. A liminar inicial, concedida pelo mesmo juiz, foi pedida pela TCGL em meados de agosto do ano passado. O secretário afirma que a suspensão da liminar é necessária mesmo com o vencimento do contrato de exclusividade da TCGL com a administração municipal.





