Curitiba - O governo do Estado não conseguiu terminar ontem o processo de licitação que definiria as empresas responsáveis pela limpeza urbana do Litoral paranaense durante a temporada de verão. A licitação, via pregão eletrônico, estava dividida em três lotes, mas a disputa pelos lotes 1 e 3 fracassou.
O lote 1 era para a contratação de uma empresa que cobrisse os municípios de Pontal do Paraná e Paranaguá (Ilha do Mel), mas ninguém participou da disputa. Duas empresas participaram da concorrência do lote 2, para serviços de limpeza no município de Guaratuba, e a HMS Transportes e Locação de Caçambas saiu vitoriosa, mas o Estado não conseguiu reduzir o seu valor máximo, que era de R$ 1.519.590,02. A empresa vencedora propôs idêntico valor. Para o lote 3, que abrange os municípios de Antonina, Morretes e Matinhos, uma única empresa, a Gaissler Moreira Engenharia Civil, apresentou proposta, mas o valor foi superior ao máximo. A assessoria de imprensa da secretaria estadual da Administração informou que uma reunião será feita hoje com a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos para estudar uma solução para os dois lotes. Já é a segunda tentativa do Estado, que no último dia 18 não conseguiu interessados para nenhum dos três lotes.
No total, o Estado deve pagar, no máximo, cerca de R$ 5 milhões pelos serviços. Para o lote 1, o Estado pretende pagar à empresa vencedora R$ 1.929.085,47 no máximo. E para o lote 3 uma quantia limite de R$ 1.555.212,33. Durante 78 dias, as empresas vencedoras terão que fazer coleta de lixo, varrer ruas e limpar a faixa de areia das praias. A limpeza urbana é, durante o restante do ano, atribuição das administrações locais. Mas, na temporada de verão, por conta do aumento da população na região, o governo do Estado reforça a execução dos serviços de limpeza.

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