Uma audiência entre o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Londrina (Sinsaúde), a Prefeitura Municipal e o Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap) realizada ontem, na 3 Vara do Trabalho, terminou sem acordo. A audiência com a juíza Neide Akiko Fugivala Pedroso visava estabelecer um termo de ajuste de conduta para reduzir os atritos durante a greve.
''A discordância é em relação à porcentagem dos funcionários do Ciap que atuariam durante a greve e se haveria substituição dos grevistas por servidores da autarquia municipal. Vou decidir o que pode e o que não pode'', informou Neide. A decisão da juíza deve ser tomada até a próxima semana. Ela acrescentou que o objetivo é evitar o atrito entre as partes e possibilitar que a população não fique sem o serviço.
O presidente do Sinsaúde, Júlio Aranda, ressaltou que a lei de greve impede a reposição dos funcionários. Outra queixa é contra a remoção da base central para a sede do Siate, no Corpo de Bombeiros, o que, segundo ele, tem prejudicado por falta de estrutura adequada. ''Viemos tentar fechar um acordo, mas só ouvimos ameaças de demissão. Nem mesmo um acordo coletivo de trabalho existe'', declarou. O sindicato informou ainda que o número mínimo de funcionários trabalhando está sendo respeitado.
Os representantes do Ciap e da administração municipal preferiram não prestar declarações.

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