Fracassa operação para apreender caça-níqueis
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de novembro de 2002
Andréa Lombardo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Fracassou a operação realizada ontem, em Curitiba, pelas polícias Civil e Militar para apreensão de caça-níqueis. Nenhuma máquina foi encontrada. A divulgação antecipada da batida policial permitiu que os donos de pontos comerciais retirassem os equipamentos de circulação.
O delegado titular da Delegacia da Ordem Social, Fauze Salmen, disse que novas operações serão realizadas, mas desta vez com as datas em sigilo. A polícia estima que existam em Curitiba e municípios da região metropolitana cerca de 3,5 mil caça-níqueis. Salmen garante que não há mais equipamentos protegidos por liminares da Justiça porque a Procuradoria Geral do Estado (PGE) teria conseguido derrubar todas elas.
As blitze nas cidades do Interior do Estado também foram prejudicadas. Até o final da tarde de ontem, apenas seis máquinas tinham apreendidas em Ponta Grossa, quatro em Guarapuava, seis em Umuarama, cinco em Campo Mourão, três em Paranavaí e duas em União da Vitória.
Em Arapongas, uma operação conjunta das polícias Militar e Civil resultou na apreensão de 11 caça-níqueis. De acordo com o delegado, Valdir Abrahão da Silva, outras 20 máquinas já tinham sido apreendidas anteriormente. A estimativa da Polícia é que existam de 100 a 150 equipamentos na cidade.
Em Maringá, a Polícia Civil investiga o paradeiro dos caça-níqueis que desde o final de semana desapareceram dos estabelecimentos onde estavam instaladas. O sumiço coincidiu com a determinação da Secretaria de Estado de Segurança Pública para apreensão das máquinas irregulares. A situação também intriga o Ministério Público, que no último levantamento identificou 13 empresas na atividade em Maringá.
Segundo o delegado Emerson Fortunato de Abreu, da 9Subdivisão Policial, os caça-níqueis começaram a desaparecer desde o dia 25 de outubro, mesma data em que passou a circular nas delegacias a ordem de serviço da Secretaria de Segurança. ''Acredito que as empresas estavam com receio da cassação de liminares que ainda vigoravam, além da situação criada pela própria ordem da secretaria'', afirmou o delegado. Abreu disse que os estabelecimentos, de bares a farmácias, abrigavam cerca de 1.500 máquinas.


