Marcos NegriniFrustraçãoVera Lúcia, da Bolsa de Cereais e Mercadorias de Maringá, levou um minuto para abrir e fechar o leilãoFracassou o primeiro leilão paranaense de imóveis rurais promovido pelo Incra, programado para ontem em conjunto pelas quatro Bolsas de Cereais e Mercadorias do Estado (uma em Maringá, duas em Londrina e outra em Curitiba). O leilão tinha o objetivo de adquirir áreas para fazer o assentamento de famílias de agricultores sem terra.
A superintendente da Bolsa de Maringá, Vera Lúcia Perioto, abriu o leilão de viva voz e pelo sistema informatizado de integração das bolsas às 10h25 - um minuto depois, fechou o leilão por falta de ofertas. Seria o primeiro leilão de terras do Paraná e o segundo do País. O primeiro foi no início do ano em Goiás.
Segundo Vera Lúcia, o Incra deverá marcar data para um novo leilão. Foi o terceiro adiamento do leilão. Segundo operadores da Bolsa de Maringá, o método de pagamento afastou os vendedores. O Incra se propôs a comprar 20 mil hectares (5 mil na região Norte, 5 mil na Noroeste, 5 mil no Vale do Ivaí e 5 mil no centro do Estado.
As Notas Agronômicas elaboradas pela Emater para cada região foram anunciadas por Vera Lúcia na abertura do leilão. Para a região Norte, que tem terras melhores, a nota foi 0,75 e valor de R$ 2,5 mil o hectare; para a região Noroeste, nota de 0,63 e valor de R$ 1,45 mil o hectare; no Vale do Ivaí, nota de 0,60 e R$ 1,65 mil o hectare; e para a região central, nota de 0,60 e valor de R$ 1,8 mil o hectare.
O Incra pagaria 15% do valor do lote em dinheiro e 85% em Títulos da Dívida Agrária (TDAs), com vencimento de dois a 10 anos. O deságio dos TDAs no mercado pode chegar até a 50% no período.

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