O Instituto de Transporte e Trânsito de Foz do Iguaçu (Foztrans) está fiscalizando a atuação dos motoristas de veículos de transporte de turistas e táxis paraguaios na região da Ponte da Amizade, que liga o município a Ciudad del Este. O objetivo é impedir que os paraguaios façam o transporte irregular de passageiros. A partir de hoje, começarão a ser aplicadas multas e apreensões de veículos.
A lei municipal 1.562/91 proíbe que veículos estrangeiros agenciem passageiros dentro do território de Foz do Iguaçu - prática conhecida no setor como ‘‘piranhagem’’. Eles só poderiam voltar para seu país transportando passageiros agenciados em território paraguaio. Mas essa lei não é respeitada.
Ciudad del Este tem cerca de 7 mil táxis e veículos de transporte de turistas (como vans e Kombis) - um número quase seis vezes superior ao total desses veículos cadastrados na prefeitura de Foz: 1,1 mil. Enquanto o motorista paraguaio cobra entre R$ 0,50 e R$ 1,50 por passageiro pela travessia, os brasileiros filiados à Cooperativa de Transporte Turístico e Alternativo de Foz do Iguaçu (Cottrafoz) cobram entre R$ 30,00 e R$ 40,00 para transportar um grupo de sete passageiros.
Para iniciar a fiscalização na Ponte da Amizade, a Prefeitura de Foz do Iguaçu obteve autorização do Ministério dos Transportes - órgão federal responsável pela estrutura. Em média, dez fiscais vão atuar diariamente na região. Os motoristas de veículos paraguaios terão que apresentar a lista de passageiros, que será carimbada no posto de fiscalização da Foztrans, próximo à ponte. Eles não poderão retornar a Ciudad del Este com passageiros sem comprovar que os apanharam naquela cidade.
Até amanhã, os fiscais vão orientar os motoristas paraguaios. Depois, quem desrespeitar a lei poderá pagar multa de R$ 60,54 e ter o veículo apreendido. Segundo o diretor do Departamento de Transportes Públicos da prefeitura, Sidnei Prestes, o trabalho de fiscalização na área da Ponte da Amizade será permanente.Ney de SouzaLei municipal proíbe que estrangeiros façam o transporte de turistas; paraguaios não respeitam leiValmir Denardin

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