Em 24 horas, quatro pessoas foram assassinadas em Foz do Iguaçu. Anteontem, o secretário de Segurança Pública, José Tavares, esteve na cidade para entregar viaturas e motonetas aos policiais. Na manhã de ontem, a Polícia Militar recebeu uma ligação anônima informando que dois jovens foram encontrados mortos por moradores da favela Guarda Mirim. Os policiais estiveram no local, mas ninguém quis falar sobre o assunto. No Instituto Médico-Legal (IML) foi identificado um corpo como sendo de Evandro Martins. Os dois rapazes foram executados com tiros na cabeça.
Ainda na madrugada de ontem, a PM encontrou o corpo de Alexandre Rodrigues Peixoto, 17 anos, morto a facadas no bairro Morumbi III, região leste de Foz. Os moradores mais uma vez evitaram falar sobre o assassinato.
A morte do Otávio Lopes Aguera, 49 anos, um dos líderes comunitários mais conhecidos da cidade, causou revolta. Seu corpo foi encontrado, anteontem, em um terreno baldio do bairro Porto Meira (região sul), com um tiro no rosto. Testemunhas disseram apenas que, na noite anterior, três pessoas estranhas ofereceram carona à vítima.
Aguera, que morou durante 30 anos no bairro, estava organizando uma festa para o dia 12 de outubro, quando reuniria crianças brasileiras, paraguaias e argentinas. Anteontem, o secretário contestou os índices apontados pelas polícias locais e pelo Conselho Comunitário de Segurança, argumentando que os 20 assassinatos registrados em julho são uma ‘‘estatística triste, mas normal para a cidade.’’
Em Paranavaí, um policial militar e um homem acusado de roubar um posto de combustível ficaram feridos no início da madrugada de ontem. Edson Rogério Major, 24 anos, levou um tiro nas nádegas e o PM Vanderlei Nunes Martins, 32, foi atingido na mão.
Segundo a Polícia Civil, Edson seria autor de uma tentativa de assalto a um mercado no bairro São Jorge, que deixou o proprietário ferido com um tiro na virilha, quatro horas antes da ocorrência no posto. O mototaxista Antonio Matias, 28, também foi detido porque estaria facilitando a fuga de Edson.
Em Londrina, o diretor da Penitenciária Estadual (PEL), Dayson Ferreira de Pinho, vai instaurar sindicância para averiguar denúncia de espancamento feita pelo Centro de Direitos Humanos (CDH). De acordo com Gelson Ailton Gil, coordenador da comissão carcerária da CDH, o detento Izaias Cordeiro da Silva, apresenta uma luxação no ombro direito, escoriações nas pernas e costas, tem os lábios inchados e cortados. O diretor diz que Silva apanhou porque enfrentou os agentes de segurança, depois de ter brigado com outro detento no pátio. Silva participou de rebelião em Curitiba.

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