Ney de SouzaProteçãoRoberto Borges, gerente da Copel, mostra peça danificada por uma árvoreA Copel vai substituir 80 quilômetros da atual fiação de alta voltagem em Foz do Iguaçu por rede compacta. O novo sistema, com fios encapados, é ‘‘ecológico’’ e evita a mutilação de árvores. O objetivo é acabar com a interrupção de energia elétrica cada vez que os cabos são tocados por qualquer objeto.
Desde 1995, quando foi iniciada a substituição, a companhia instalou cerca de 40 quilômetros de cabos encapados. Porém, o trabalho só foi retomado nesta semana e deve fechar o ano com o dobro da fiação compacta instalada. O investimento na substituição de mais 40 quilômetros de cabos deve chegar a R$ 3 milhões até dezembro, segundo previsão de investimentos da Copel. Atualmente, existem 350 quilômetros de fiação de alta tensão da Copel instalados na cidade, dos quais 250 são ramais e 100 quilômetros são troncos.
A novidade no novo método é que, por causa da camada protetora de borracha, os fios podem ficar mais próximos uns dos outros, diminuindo o espaço ocupado pela rede elétrica. ‘‘Com isso, as árvores não precisam ser mutiladas’’, explica o engenheiro Luiz Eduardo Cunha d’Avila, chefe da divisão Técnica da Copel em Foz do Iguaçu.
Com a rede compacta, a poda de árvores é reduzida em até dois metros. Apesar de o sistema ser considerado um modelo para o meio ambiente, o objetivo é acabar com as interrupções no fornecimento de energia. ‘‘O sistema de segurança da Copel desliga o fornecimento de energia elétrica toda vez que algum objeto estranho toca os cabos. Isso provoca queda no fornecimento, custos e transtornos’’, afirma o gerente regional de distribuição da companhia, Roberto Borges Pereira do Nascimento.
Segundo levantamento da Copel, em dois anos a interrupção de energia elétrica caiu em mais de 50% com o novo método. A média registrada de 40 horas/ano de interrupção caiu para 18 horas/ano. ‘‘Ainda não é uma média ideal, mas a rede compacta vai ajudar nessa estatística. Porém, temos que lembrar que boa parte dessa interrupção é provocada pela própria Copel para fazer ajustes na rede’’, diz o gerente da companhia.
O novo sistema vai reduzir o custo da manutenção da rede elétrica - que é bancado pela prefeitura e Copel - em 56%. A intenção é fazer uma parceria com a município, nos moldes de um convênio já existente em Maringá, em que a prefeitura divide os custos de substituição e novas instalações com a companhia. ‘‘A prefeitura também vai economizar, já que terá custo menor na manutenção de podas de árvores’’, prevê d’Avila.
Mesmo com a capa protetora de borracha na fiação, a Copel alerta que os cabos ainda terão uma tensão residual em torno de 100 e 80 volts, capaz de provocar acidentes graves. Mesmo assim, a tensão ainda é menor que a voltagem que passa pelos condutores, que pode chegar a 13,8 mil volts. ‘‘Não resolveremos a questão dos acidentes por completo, mas os fios ficarão menos expostos ao problema’’, afirma Nascimento.

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