Foz retira mendigos das ruas no Natal
Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
Uma operação, denominada Centro Tranquilo, está retirando das ruas de Foz do Iguaçu mendigos, andarilhos e até pessoas que se oferecem para cuidar de carros estacionados. Iniciado no final de setembro, o trabalho está sendo intensificado, com rondas diárias, nos dias que antecedem o Natal.
Um dos principais objetivos é dar tranquilidade aos moradores que aproveitam a abertura do comércio até as 22 horas para fazer as compras de final de ano. Além disso, a Operação Centro Tranquilo, pretende evitar assaltos a turistas. Principal pólo turístico do Estado, Foz do Iguaçu recebe quase 1 milhão de visitantes por ano. Com festas requintadas em seus hotéis de luxo, a cidade está se tornando um dos maiores centros de atração de turistas no Réveillon.
Participam da operação a Polícia Militar, a Guarda Municipal, as secretarias municipais de Ação Social e da Criança e o Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente. Um grupo que pode chegar a 15 pessoas percorre, a pé e de carro, as principais ruas do centro. Quando encontram adultos ou crianças que vivem nas ruas, tentam encaminhá-los de volta a suas famílias ou a alguma instituição assistencial.
Só vai quem quiser. Não obrigamos ninguém a nos acompanhar, garante Efrain Marcos, diretor de Operações da Guarda Municipal. Menores de idade são encaminhados ao Centro de Atendimento Renascer. Os adultos vão para o Albergue Noturno ou a Casa do Migrante. Um assistente social e educadores de rua (pessoas com treinamento para tentar a aproximação com os andarilhos, que geralmente são arredios), participam da operação.
Os números da operação em dezembro só serão divulgados no final do mês. Entre o dia 27 de setembro e o final de novembro quando as rondas eram menos frequentes foram abordados cerca de 200 crianças e adolescentes e 63 adultos. Segundo a Secretaria de Assistência Social, esse último grupo é basicamente de pessoas que moram em favelas de Foz e vão às ruas para mendigar.
A maioria dos menores atendidos são meninos e também têm família na cidade. Eles afirmam sair de casa por causa da miséria. A faixa etária média vai dos 13 aos 16 anos. Cerca de 30% se disseram usuários de drogas, principalmente o crack.
No Centro de Atendimento Renascer, os menores recebem alimentação, educação e têm atividades recreativas. Mantido por meio de um convênio, entre a prefeitura e a Associação de Proteção à Maternidade e Infância (APMI), o centro atende em média 120 menores por mês.





