Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
Uma campanha que começa a ser veiculada hoje vai estimular os moradores de Foz do Iguaçu a não dar esmolas para crianças e adolescentes nas ruas da cidade. Levantamento da prefeitura apontou que existem cerca de 140 menores nessa atividade – 115 têm família e vão às ruas eventualmente para pedir dinheiro, vender produtos, engraxar sapatos ou cuidar de carros, e 25 vivem nas ruas.
A campanha é o relançamento de um trabalho semelhante realizado no final de 1998. Segundo a secretária municipal da Criança, Inelsi Savaris, naquela ocasião foram encaminhados à escola e a programas municipais de recuperação 27 dos 60 menores que viviam nas ruas. O índice de recuperação foi de 45%.
Na opinião da secretária, a prática de dar esmolas facilita o acesso dos menores às drogas e a exploração deles por adultos, para a mendicância. ‘‘Se eles recebem dinheiro nas ruas, não vão querer estudar e nem trabalhar, já que têm um atrativo para permanecer ali’’, afirma Inelsi.
A campanha vai estimular os moradores a depositar o dinheiro que seria dado em esmola no Funcriança – um fundo municipal que financia programas de assistência a crianças e adolescentes pobres. Os recursos desse fundo são administrados pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. A Secretaria Municipal da Criança mantém quatro programas para menores: Casa Apoio, Casa Abrigo, Casa Albergue Infanto-Juvenil e Educadores de Rua.
As doações devem ser feitas na conta 33.761-2, da agência número 0025 do Bradesco. Os valores são deduzíveis do Imposto de Renda (6% para pessoa física e 1% para empresa). Na primeira edição, o Funcriança arrecadou R$ 6,1 mil.
Composta por cartazes, folhetos e anúncios para TV e rádio, a campanha segue o seguinte mote: ‘‘Esmola Não Resolve’’. Informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 45 1407, de discagem gratuita.

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