Foz do Iguaçu fechou janeiro com 35 homicídios, número bem superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando ocorreram 16 assasinatos. A diferença resulta num aumento de 118% no total de assassinatos. O índice levou as polícias Civil e Militar a desencadear diariamente operações conjuntas para tentar conter a criminalidade no munícipio.
O quadro levou o secretário de Segurança Pública do Paraná, José Tavares, a agendar uma reunião para hoje com o comandante do 14º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Renato Ribeiro Peres, com o delegado-chefe da 6ª Subdivisão Policial (SDP), Luis Gilmar da Silva, e outras autoridades ligada à segurança pública de Foz. Tavares também vai avaliar a situação da Cadeia Pública, onde ontem estavam abrigados 437 presos. A capacidade do ‘‘Cadeião’’ é para 168 detentos.
Levamento divulgado ontem pelo Instituto Médico-Legal (IML) revela que no mês passado 31 pessoas foram assassinadas com armas de fogo, duas morreram com armas brancas e outras duas por agressões físicas. O balanço do IML indica ainda que em janeiro do ano passado 14 pessoas morreram vítimas de armas de fogo e duas por armas brancas, contou o diretor-administrativo do instituto, Claudio Rommel Cabanha.
Para o delegado da Polícia Civil, o motivo da maioria dos assassinatos ‘‘foi por motivos banais’’. Dos 35 homícidios, por exemplo, dois foram latrocínios (roubo seguido de morte), cinco foram execuções (duas vítimas foram mortas supostamente a mando de uma quadrilha de crime organizado) e um ocorreu entre um confronto de um bandido e a PM. Segundo Luis Gilmar, os outros homicídios seriam de difícil prevenção.

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