Foz realiza Dia D da Vacinação contra febre amarela
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
Reportagem Local 

Foz do Iguaçu - Com a confirmação de casos de macacos contaminados (epizootias) com o vírus da febre amarela em Antonina (Litoral) na última semana, a Secretaria de Estado da Saúde emitiu alerta para vacinação em todos os municípios. Em Foz do Iguaçu (Oeste) o Dia D para Vacinação acontecerá no sábado (2 de fevereiro) em todas unidades básicas com salas de vacina em operação. Na data, crianças e adultos poderão receber a vacina contra febre amarela e atualizar a carteirinha de vacina.
A vacina contra a febre amarela é indicada para crianças a partir de 9 meses, e adultos com até 59 anos. Apenas uma dose garante imunidade para a vida toda. Quem já foi imunizado e tem comprovante vacinal, não necessita fazer nova aplicação. "A febre amarela é uma doença grave e de alta letalidade, a imunização da população é meio mais eficaz de prevenção da doença" alertou a secretária de Saúde, Kátia Yumi Uchimura.
Na zona rural, a imunização será antecipada, já que a área é considerada de maior risco para a doença. As visitas de agentes de Endemias começam nesta quarta-feira (30), no Alto da Boa Vista. A vacinação acontece de casa em casa na área rural por agentes de endemias e equipe de vacinadores da Vigilância Epidemiológica para verificação da situação vacinal e aplicação da vacina.
Outra ação será a realização do chamado inquérito vacinal nas áreas de cobertura de agentes comunitários de saúde. Eles vão visitar os domicílios e solicitar os comprovantes vacinais de todos os moradores. "Esse inquérito vai permitir que conheçamos a real cobertura vacinal da febre amarela no município", disse a responsável do programa de imunização do município, Adriana Izuka.
A orientação é de que os moradores tenham em mãos a carteirinha ou comprovante de vacina. Quem não estiver vacinado será orientado a procurar a unidade de saúde para atualização das vacinas. "As doses registradas no cartão de vacinação serão cadastradas no sistema de informação de vacinação para que possamos levantar a cobertura vacinal no município", confirmou. O inquérito vacinal também acontece nas áreas sem cobertura de agentes comunitários de saúde.
FRONTEIRA
Desde 2018 a Saúde do município tem integrado um grupo de enfrentamento da febre amarela formado por autoridades da tríplice fronteira, representantes de secretarias da Saúde de estados como São Paulo e Minas Gerais, GT da Itaipu BInacional, Ministério da Saúde, e do Opas (Organização Pan Americana da Saúde). Cada município de fronteira elaborou um plano de contingência que vem sendo seguido para o enfrentamento da doença. Com informações e trabalhos integrados, o registro e controle nas fronteiras, é monitorado com frequência. Assim como a dengue, toda rede de saúde, mantém-se alerta à detecção da doença.
A febre amarela é transmitida pela picada do mosquito. Não existe transmissão de pessoa para pessoa. No Brasil o transmissor silvestres é o Hemagogus. Na forma urbana , é o Aedes aegypti.
Os macacos são sentinelas, que sinalizam a circulação do vírus, e não transmitem a doença. O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) orienta a comunidade a informar autoridades de saúde caso sejam encontrados macacos mortos ou doentes próximos a suas residências, e reforça a necessidade de não agredir os animais. "Os macacos ajudam na detecção da doença", revela Carlos Santi, chefe do CCZ
Os principais sintomas da doença são: febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dor no corpo, pele e olhos amarelados (icterícia) e hemorragia (gengiva, nariz, estômago, intestino e urina)


