Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
O Conselho Comunitário de Segurança de Foz do Iguaçu aprovou, anteontem à noite, a criação do Centro Integrado de Atendimento a Emergências. Os objetivos principais são a integração e a fiscalização do trabalho dos organismos de segurança e de atendimento a emergências que atuam na cidade — polícias Civil, Militar, Federal, Rodoviária Federal e Florestal; Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente, Guarda Municipal e Corpo de Bombeiros.
‘‘Dessa forma racionalizada, eles poderão atender melhor, mais rápido e com menos custo’’, aposta o presidente do Conselho Comunitário de Segurança, o empresário Carlos Duso, de 49 anos. Todos os organismos citados integram o conselho, além de outros, que representam a sociedade organizada.
Para o advogado Márcio Rogério de Souza, 34 anos, presidente da subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e integrante do conselho, a central será um instrumento de fiscalização da atuação das polícias. Isso porque ela também receberá denúncias anônimas de abusos e crimes cometidos por policiais.
‘‘Sabemos que há maus policiais. Com a central, poderemos descobrir quem são eles e onde estão atuando’’, afirma Souza. As denúncias serão encaminhadas aos órgãos corregedores da força de segurança onde o acusado trabalha. ‘‘Vamos fazer uma cobrança sistemática para que as denúncias não sejam engavetadas sem a punição dos culpados.’’
O Centro Integrado de Atendimento a Emergências é inspirado no serviço de atendimento telefônico de emergências pelo número 911, que funciona com eficiência nos Estados Unidos. No Paraná, seria uma iniciativa pioneira. O sistema deverá utilizar o número 190, da Polícia Militar. Atendentes vão registrar a ocorrência e repassá-la para todas as unidades envolvidas — que estarão interligadas por computadores —, para que o atendimento seja mais rápido.
Não há uma data definida para a instalação e nem estimativa do custo do sistema. Segundo Carlos Duso, a central deverá ser mantida com verbas da Secretaria Estadual de Segurança Pública e de empresas. O programa será apresentado nos próximos dias ao governo estadual.Organismo controlado pela sociedade planeja
distribuir ocorrências e cobrar a punição
de policiais acusados de crimes
Christian Rizzi‘‘Vamos exercer o controle social sobre as atividades das forças de segurança’’ Carlos Duso, 49 anos; presidente do Conselho Comunitário de SegurançaChristian Rizzi‘‘Isso é utopia; tem gente querendo se promover politicamente através da polícia’’ Luís Carlos de Oliveira, 43 anos; delegado-chefe da 6ª Subdivisão Policial

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