Foz promove vacinação em massa
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quinta-feira, 17 de julho de 1997
Valmir Denardin Foz do Iguaçu 
A Secretaria Municipal de Saúde e a 9ª Regional da Secretaria Estadual de Saúde realizarão amanhã uma campanha de vacinação em massa contra o sarampo em Foz do Iguaçu. O objetivo é combater um surto da doença, iniciado há cerca de um mês. Até ontem, havia seis casos confirmados e 25 sob suspeita na cidade. Desde 1995, Foz não registrava nenhum caso de sarampo.
A vacinação será entre as 8 horas e as 17 horas, em 20 locais. Um posto de vacinação será montado na Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este, no Paraguai. Cerca de 30 mil pessoas - principalmente sacoleiros de todo o Brasil - atravessam a ponte diariamente. Além de turistas, nesse posto também serão atendidos brasiguaios (brasileiros que emigraram para o Paraguai).
Segundo o médico Alceu Bisetto Júnior, diretor da 9ª Regional de Saúde, todas as pessoas na faixa etária entre seis meses e 40 anos deverão ser vacinadas. De acordo com ele, as pessoas acima dos 40 anos estão menos vulneráveis a contrair a doença.
A expectativa é de sejam imunizadas 120 mil pessoas - 52% da população (231.596 habitantes, segundo o Censo/96 do IBGE). A vacina utilizada será a tríplice viral que, além do sarampo, protege contra caxumba e rubéola.
Grávidas não podem tomar a vacina. Mulheres em idade fértil serão obrigadas a assinar uma declaração se comprometendo a não engravidar nos próximos três meses. Segundo Bisetto Júnior, a vacina pode provocar problemas no feto.
Duzentas e vinte pessoas, entre funcionários públicos e voluntários, vão trabalhar na campanha de sábado. O secretário estadual da Saúde, Armando Rággio, acompanhará a vacinação na cidade.
Sarampo é uma doença contagiosa, que ataca principalmente as crianças. Os primeiros sintomas da doença são parecidos com os de uma gripe: febre alta, dor de cabeça e olhos vermelhos. Depois, aparecem manchas vermelhas pelo corpo. Se não for tratado, o sarampo pode debilitar o organismo e favorecer o aparecimento de doenças mais graves.


