Os 1.200 trabalhadores do transporte urbano de Foz do Iguaçu poderão entrar em greve à partir de amanhã. Hoje eles fazem assembléia para definir o funcionamento de pelo menos 30% da frota de 192 ônibus que atendem cerca de 120 mil passageiros diariamente. O movimento é uma resposta à prefeitura que não cumpriu acordo entre empresários, Sindicato dos Rodoviários e Secretaria de Viação e Obras.
Acordo feito em junho, data base da categoria, entre o sindicato e o secretário de Viação e Obras e vice-prefeito, Paulo Mac Donald Ghisi (PDT), prevê reajuste de 16% para a tarifa. O índice seria repassado aos salários. Mas, o prefeito Harry Daijó (PPB) acabou concedendo 8% de reajuste à tarifa.
O adiantamento salarial da categoria, pago na sexta-feira, foi feito sem nenhum aumento. O presidente do sindicato e vereador pelo PT, Dilto Vitorassi, disse que a categoria já está em clima de greve e não garante que seja cumprido o prazo de 72 horas para paralisar o serviço. ‘‘O vale saiu sem reajuste e - mais grave ainda - não foi pago a complementação dos salários de junho, conforme o acordo. A greve é praticamente inevitável’’, disse.
O dono da Viação Irmãos Rafagnin, Sérgio Beltrame, vereador pelo PSDB, argumenta que quem não cumpriu a parte do acordo foi a prefeitura. Isso, segundo o presidente do sindicato, deixou a categoria refém dos empresários.
Outras greves devem estourar na cidade nos próximos meses. A avaliação é das centrais sindicais de Foz do Iguaçu. As categorias mais propensas à paralisação são as dos servidores públicos municipais, funcionários da rede hoteleira e da usina de Itaipu e Furnas.
Segundo as centrais, essas categorias não receberam contra-proposta dos empresários. Os trabalhadores em hotéis ameaçam parar em outubro durante os Jogos Mundiais da Natureza e visita do presidente norte-americano, Bill Clinton.

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