Foz do Iguaçu Para conhecer a Terra das Cataratas, turistas argentinos e chilenos terão em breve uma opção a menos de desembarque. Isso porque um dos principais vôos do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu deixará de existir a partir de 1º de setembro. O preço tarifário praticado pelo aeroporto brasileiro assustou os executivos da TAM, que atualmente faz a rota Buenos Aires-Santiago, com escalas em Curitiba, Foz e São Paulo. De acordo com o Secretário Municipal de Turismo, Sérgio Lobato Machado, a empresa passará a operar no Aeroporto Internacional de Ciudad del Este, no Paraguai. ''É uma desigualdade muito grande. O aeroporto paraguaio utiliza taxas bem mais baixas, o que acaba atraindo mais empresas e vôos'', argumentou.
No terminal de Ciudad del Este, a taxa de desembarque gira em torno de US$ 10 enquanto no aeroporto de Foz o preço passa de US$ 30. A disparidade torna-se mais acentuada na taxa de auxílio de navegação. Segundo a secretaria de Turismo, o valor de operação praticado por pouso, no caso de um avião Focker 100, de até 70 toneladas, chega a US$ 50 (R$ 125,00) do lado paraguaio. Em Foz, a taxa passa dos US$ 1 mil R$ 2,5 mil.
De acordo com o gerente regional da TAM, Paulo Angeli, a extinção desse vôo, com escalas em solo brasileiro, representará a ausência de Foz como uma das referências turísticas no Mercosul. ''Estamos perdendo o único vôo que faz toda a ligação com o Mercosul. Buenos Aires é o primeiro portão de entrada da América do Sul, seguido de Cumbica (São Paulo). A empresa voa praticamente para cobrir o custo aeroportuário'', enfatizou Angeli.
Para tentar reverter o quadro, e reduzir a disparidade tarifária, a Secretaria de Turismo e o Conselho Municipal de Turismo (Comtur) se uniram em busca de ajuda política. Machado afirmou que as duas entidades, com apoio do prefeito Paulo Mac Donald, pediram ao Ministro do Turismo, Walfrido Mares, que interferisse junto o Departamento de Aviação Civil (DAC). ''Dessa forma, o DAC poderia solicitar à Infraero a redução das tarifas'', afirmou o secretário.
Machado argumenta ainda que a imagem da cidade, conhecida em todo mundo como Terra das Cataratas, ficará prejudicada com a perda de um vôo internacional desse porte. ''Vamos perder muito com o desembarque em Ciudad del Este. A orquestra norte-americana de Long Island, por exemplo, formada por mais de 80 integrantes, utilizou esse vôo para desembarcar em Foz. Vamos perder ainda muitos turistas argentinos, deixando de arrecadar divisas'', ponderou.

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