Com a intenção de despertar o gosto pela dança clássica em crianças e adolescentes, a Fundação Cultural de Foz do Iguaçu está desenvolvendo o projeto ‘‘Dança para Todos’’. O balé clássico, jazz e sapateado estão sendo levados para os bairros pobres da cidade.
Segundo a idealizadora do projeto e professora de dança, Célia Coqueiro, os cursos de dança têm o objetivo de incentivar, principalmente, pessoas que têm vocação para o balé, mas não têm condições de pagar um curso. ‘‘O projeto é direcionado para crianças e jovens carentes. Mas toda a comunidade pode participar’’, disse.
Estão matriculados no projeto 180 alunos que foram divididos em seis turmas. Desse total, apenas três são homens. ‘‘Temos necessidade de mais bailarinos do sexo masculino, mas infelizmente, por preconceito, os homens não se inscrevem’’, lamentou Célia Coqueiro.
Os alunos têm aulas duas vezes por semana, no Teatro Barracão. Cada um paga R$ 7,00 de mensalidade. O dinheiro é usado na compra de sapatilhas, maiôs e equipamentos para coreografias. Eles aprendem técnicas básicas de balé clássico, jazz e sapateado, além de ritmo, musicalidade, técnicas em barra, diagonal, salto e deslocamento. No final do ano, são submetidos a uma avaliação que, dependendo do resultado, possibilita o ingresso à Companhia de Dança de Foz do Iguaçu.
Crianças na faixa de quatro anos também participam das aulas de ‘‘baby class’’, onde são estimuladas à movimentação espontânea e coordenação rítmica e corporal com as primeiras noções básicas de dança.
De acordo com a professora Célia, a procura pelas aulas de dança superou as expectativas e já existe uma lista com 90 nomes aguardando uma vaga. ‘‘Por isso, quando o aluno falta quatro vezes, ele é substituído por outro da lista. Assim podemos dar chance para quem realmente está interessado’’.
Célia explicou ainda que o projeto não tem condições de formar bailarinos profissionais. ‘‘Não temos na cidade uma escola de bailado profissional. Por isso não podemos formar bailarinos, apenas preparamos os alunos’’, esclareceu.
A estudante Simone Couto, 11 anos, contou que sempre teve interesse pelo balé, mas que antes do projeto não tinha condições de fazer um curso particular. ‘‘Agora que tenho essa chance, eu me dedico de verdade. Sonho em ser uma bailarina profissional e participar de grandes espetáculos’’.

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