Foz inicia mutirões contra a dengue
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segunda-feira, 23 de março de 1998
Edna Mendes 
Ney de SouzaFim da sujeiraTécnicos da FNS coordena os mutirões que recolhem todo o tipo de material que possa armazenar água da chuva, que são os principais focos de proliferação do Aedes aegypti; os técnicos também aplicam inseticida Uma equipe formada por cerca de 100 pessoas está realizando desde ontem mutirões de limpeza e ações de conscientização para combater a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, em Foz do Iguaçu. Já foram registrados nove casos de dengue no município, o maior número do Estado.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, 141 casos de pessoas com os sintomas da dengue foram notificados, mas até a tarde de ontem o número oficial de casos confirmados continuava sendo nove. As amostras de sangue colhidas das pessoas com sintomas foram encaminhadas para o Laboratório Central do Paraná, em Curitiba. O resultado demora aproximadamente 10 dias para ficar pronto.
Inicialmente, os mutirões estão sendo realizados nos bairros Parque Presidente, Vila Yolanda e Vila Paraguaia, locais onde foram detectados os casos, mas a intenção da equipe é promover em 20 dias a limpeza de todos os bairros e área central da cidade.
Participam do mutirão a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), 9ª Regional de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde, clubes de serviços, associações de bairros, secretarias de Educação, Meio Ambiente e de Obras, 34º Batalhão de Infantaria Motorizada e outras entidades. Estudantes de escolas de 1º e 2º graus também participam da campanha distribuindo 100 mil panfletos sobre a prevenção da doença.
Orientação A equipe que coordena os mutirões está orientando os moradores para que façam a limpeza de casas e quintais, retirando latas, vazos, pneus, garrafas e todo tipo de recipiente que possa armazenar água, locais onde o mosquito se prolifera. Técnicos da Funasa aplicam inseticida e os entulhos são recolhidos por caminhões da prefeitura.
De acordo com o supervisor de campo da Funasa em Foz do Iguaçu, Mário Pillecco, a equipe que está atuando nos bairros tem encontrado resistência por parte de alguns moradores, que se recusam a fazer a limpeza. A resistência à limpeza acaba atrapalhando muito o nosso trabalho, porque perdemos muito tempo para convecer o morador da importância do mutirão de limpeza, disse.
Pillecco também alerta que o principal foco transmissor do mosquito da dengue são os vasos de flores e plantas. Qualquer casa que tenha vasos, por exemplo, está sujeita a desencadear a doença, explicou.
Existem quatro tipos de vírus da dengue. Todos os casos reguistrados em Foz do Iguaçu são de dengue clássica, considerada menos grave se comparada com a dengue hemorrágica que pode levar à morte.


