Foz é referência para o Estado
Depois de um surto de raiva na cidade em 1999, Foz do Iguaçu (Oeste) ganhou um Centro de Zoonose. Com o controle do surto, o centro foi absorvendo a demanda de outras doenças, como leptospirose, dengue e malária. Na época o CCZ contava com 15 funcionários e hoje o número chega a 200. O centro é mantido por recursos do Sistema Único de Saúde.
Tanto investimento não foi em vão. O CCZ da cidade transformou-se referência para os municípios do Paraná. Entre as várias ações, o principal programa é controle da dengue e raiva. Segundo o diretor da Vigilância em Saúde, ex-chefe do centro, André Souza Leandro, cerca de 25 casas são visitadas diariamente para identificar possíveis situações de risco.
Além disso, após anos de trabalho, o centro desenvolveu uma técnica de monitoramento do mosquito Aedes aegypti. ''As armadilhas são colocadas estrategicamente em algumas casas. Com isso, sabemos onde estão as áreas mais infestadas, o que nos dá uma maior precisão de controle. Definitivamente a realidade do município foi mudada.'' Cerca de 1,5 mil equipamentos estão distribuídos por todas as regiões de Foz do Iguaçu.
Apesar de não haver castrações, a aplicação da vacina antirrábica também mudou a situação da cidade. Há seis anos não se registra um caso de raiva em Foz. ''Quando existe investimento em prevenção, todas as ações refletem em economia na saúde. Ter um centro de zoonose dá retorno'', garante. (M.T.)





