O atendimento de brasiguaios - e até de paraguaios natos - é rotina na Santa Casa de Foz do Iguaçu, o maior hospital público do Extremo-Oeste do Paraná. Segundo estimativa da direção do hospital, eles correspondem a cerca de 20% dos 4,8 mil atendimentos e 850 internações realizados mensalmente.
‘‘Como o atendimento de saúde é obrigatório e universal, temos que atendê-los, pelo menos nos casos de emergência’’, disse o médico Newton Carlos Santos. Mas a maioria dos brasiguaios que procuram a Santa Casa fornecem endereços falsos - de Foz ou cidades da região, mesmo que seus problemas não sejam graves. O hospital não tem um sistema de checagem dos dados fornecidos. O Paraguai não possui um sistema público de saúde e todos os hospitais cobram pelo atendimento.
Com 113 leitos, a Santa Casa de Foz do Iguaçu está sob intervenção provisória da prefeitura desde 17 de abril deste ano. Até então, a instituição era administrada por uma irmandade, acumulava dívidas e já tinha fechado o pronto-socorro. O período de intervenção expira no próximo dia 17, mas o prefeito Harry Daijó (PPB) ainda não decidiu se manterá a medida. (V.D.)

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