Ney de SouzaSem rumoMuitos meninos, segundo dados da secretaria, usam drogas ou trabalham no contrabando de cigarros na região da Ponte da AmizadeOrientadores da Secretaria da Criança de Foz do Iguaçu vão abordar crianças e adolescentes de rua para tentar integrá-los à família e aos programas desenvolvidos pela prefeitura. O trabalho foi iniciado nesta semana e visa, além da integração, traçar um perfil do menino de rua de Foz do Iguaçu.
O novo trabalho foi anunciado pela secretária da Criança, Inelsi Savaris, depois que o Conselho Tutelar da Criança acolheu os menores R.P.B, de 11 anos; J.A.L, de 13, e M.C.P., de 14. Eles perambulavam pelas ruas de Ciudad del Este (cidade paraguaia fronteiriça com Foz) e foram ‘‘presos’’ por seguranças de turistas.
Entregues no destacamento da Polícia Federal, na Ponte da Amizade, os adolescentes disseram que trabalhavam recolhendo latas de cerveja e refrigerantes vazias. Segundo os policiais, eles estavam ‘‘visivelmente drogados’’.
A secretária acredita que em dez dias cinco educadores de rua já terão cadastrados os menores que frequentam os pontos mais movimentados da cidade. Para traçar o perfil, os educadores vão questioná-los sobre o que fazem nas ruas, de onde são, se têm família, se estudam, entre outros dados importantes que possam tirá-los das ruas.
Com esse trabalho, os educadores pretendem levar as crianças para a Casa Apoio, que funciona 24 horas por dia e atende uma média de 40 adolescentes. Muitas crianças, segundo dados da secretaria, usam drogas. Outras trabalham diretamente no contrabando de cigarros na região da Ponte da Amizade, entre Brasil e Paraguai.
Paralelo a abordagem, a prefeitura informou que vai manter a fiscalização da Ponte da Amizade nas quartas-feiras e sábados, dias com maior movimento de sacoleiros. Os orientadores, nesse caso, evitam que crianças desacompanhadas passem para o Paraguai. Porém, muitos deles burlam a fiscalização e cruzam a fronteira nos dias em que não há fiscalização.

mockup