Em Foz do Iguaçu (Oeste), 15 mil pessoas estão em assentamentos irregulares. Segundo o estudo do Trata Brasil são sete áreas, das quais apenas uma não é atendida com abastecimento regular de água e quatro contam com coleta regular de esgoto.
Segundo o gerente regional da Sanepar, Nilton Peres, a empresa fez um mapeamento desses locais para estimar o volume de água consumido. "Como às vezes as áreas são de difícil acesso e, para preservar a segurança das equipes, instalamos medidores na rede principal e, nas derivações, fazemos uma estimativa de consumo", explicou.
O consumo não é cobrado, mas a medição serve para o controle operacional da empresa e entra no balanço como perda de faturamento por consumo irregular. A estimativa é que sejam atendidas em torno de duas mil ligações em áreas irregulares, o que gera um consumo de cerca de 82 mil m3 por mês e um prejuízo na casa dos R$ 400 mil. "O consumo médio é muito maior do que em locais onde o consumidor paga", comentou Peres.
O gerente afirmou que a Sanepar tem trabalhado em parceria com a Prefeitura e o Ministério Público para tentar reduzir as ligações irregulares. Ele explicou que quando as famílias são removidas de uma área invadida, a empresa retira as tubulações clandestinas. Este ano, a prefeitura desativou dois assentamentos irregulares.
Segundo ele, esse monitoramento do consumo também auxilia nas ações de regularização fundiária. "Estamos mensurando e esses dados embasam as tratativas para sensibilizar os demais órgãos para que essa situação seja eliminada com o passar do tempo", disse. (A.M.P.)

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