Foz do Iguaçu mantém máquinas apreendidas
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segunda-feira, 24 de setembro de 2001
Emerson Dias<br> De Foz do Iguaçu 
A Polícia Civil de Foz do Iguaçu está com o depósito lotado de caça-níqueis. Mesmo possuindo selos de vistoria do Instituto de Criminalística do Paraná, as 24 máquinas devem passar por nova perícia, já que houve divergência entre os laudos do Tecpar e do IC.
Os equipamentos foram apreendidos há quase um mês, durante uma fiscalização realizada em diversos estabelecimentos comerciais da cidade. A empresa responsável apresentou documentos que comprovariam a legalidade dos caça-níqueis, mas teve problemas com as vistorias em algumas das máquinas. ''Algumas tiveram diferentes avaliações dos peritos. Até chegar o resultado dos novos laudos, os equipamentos permanecerão aqui'', explicou o delegado, Herculano de Abreu, lembrando ainda que outras cinco empresas serão notificadas esta semana, devido às solicitações da Secretaria de Segurança Pública.
Não há números exatos, mas a polícia estima que cerca de 400 máquinas estejam funcionando na cidade. Segundo as determinações da Divisão Policial do Interior (DPI), os proprietários terão 48 horas (a partir da notificação) para apresentar documentos que comprovem a regularidade dos jogos, como números de série, nota fiscal, local de instalação e autorização judicial. ''Estes equipamentos tiveram a importação proibida em 1998. Muitos empresários, porém, apresentam notas anteriores a esta data'', lamentou Abreu.
Em março deste ano, outros 22 caça-níqueis, foram apreendidos durante uma fiscalização que durou uma semana. Na época, foram vistoriadas 235 máquinas em 185 estabelecimentos. Apesar de a maioria ter sido retirada da delegacia mediante apresentação dos documentos necessários, dois proprietários que compareceram à delegacia foram indiciados por estarem com notas frias. Somente um deles perdeu sete caça-níqueis, acumulando um prejuízo de R$ 15 mil. Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Serviços Urbanos, órgão responsável pela fiscalização e liberação dos alvarás, nenhum equipamento deve funcionar dentro de um raio de 200 metros das instituições de ensino.
Tanto a secretaria quanto a Funrespol, departamento da Polícia Civil responsável pela fiscalização e vistoria das máquinas, não liberam autorizações de funcionamento desde o ano passado.


