Foz do Iguaçu higieniza 900 orelhões
Lúcio Flávio Moura
De Foz do Iguaçu
Especial para a Folha
Cerca de 350 dos 900 telefones públicos da área central de Foz do Iguaçu estão sendo lavados, higienizados e aromatizados por uma empresa especializada contratada pela Telepar.
Uma equipe de 20 limpadores está percorrendo as avenidas Brasil, Jorge Schimmelpfeng, República Argentina e das Cataratas, lavando com água, escova e detergente a parte externa e interna dos orelhões e borrifando os aparelhos com um bactericida à base de quartenário de amônia, que evita a transmissão e proliferação de vírus, germes e fungos. A faxina inclui também a limpeza com flanela e álcool no fio de metal e nos bocais de cada aparelho.
Além de ser uma medida que assegura a saúde do usuário, a limpeza tem o objetivo de passar uma imagem positiva da cidade aos turistas que usam nossos serviços, lembra Anderson Daniel Dalle Corte, gerente da loja da Telepar em Foz.
Cada orelhão limpo ganha uma etiqueta com a data da faxina e o prazo de validade da higienização. A limpeza é feita em ritmo acelerado (não inclui a parte interna do telefone) para evitar que o usuário fique sem poder usar o aparelho por muito tempo. Em média, um limpador trabalha 20 minutos em cada telefone público.
Por enquanto, a Telepar não definiu se o serviço será realizado de maneira permanente. Na segunda fase do mutirão, a Telepar pretende incluir também os bairros mais distantes. Até o final do ano, o objetivo é que os 1,5 mil orelhões da cidade tenham sido limpos pelo menos uma vez, planeja Dalle Corte.
O ideal é que cada telefone público seja limpo uma vez por semana. Mas o bactericida age por mais tempo que este prazo, sustenta Murilo Shneiberg de Castro Lima, proprietário da Higifone Foz, empresa especializada na limpeza de telefone e ar-condicionado.
Para não incomodar o usuário, o produto usado na higienização é antialérgico e de fragrância suave. Estamos estudando a utilização de um vaporizador. Com o mesmo efeito da faxina, reduziria o tempo do serviço, além de diminuir custos, conta Castro Lima.
Segundo um estudo realizado no ano passado por especialistas norte-americanos, o telefone é, ao lado do ar-condicionado, o aparelho doméstico mais suscetível à propagação de vírus e bactérias.





