O prefeito de Foz do Iguaçu, Harry Daijó (PPB), decretou na noite de anteontem estado de calamidade na saúde pública do município. A medida foi tomada depois que a Santa Casa Monsenhor Guilherme, o maior hospital do extremo-Oeste do Paraná, decidiu, na sexta-feira, não atender mais nenhum novo paciente. A direção do hospital ameaçou desativar definitivamente todos os setores e demitir os 280 fúncionários. ‘‘Foi o instrumento que restou ao município para manter o atendimento médico universal’’, explica o secretário Municipal de Saúde, Sadi Buzanelo.
Com o decreto, a Prefeitura pode intervir para que o atendimento médico-hospitalar seja garantido aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e também pode encaminhar e remanejar internações em toda a rede de hospitais da cidade, inclusive os particulares.
Embora esteja em vigor desde ontem, o decreto não foi suficiente para reativar o pronto-socorro da Santa Casa. Em reunião feita ontem, a Comissão de Transição, que administra o hospital, e a Secretaria Municipal de Saúde decidiram manter o hospital fechado até amanhã, quando deverá ocorrer uma reabertura gradual. ‘‘A população pode se tranquilizar que a partir de amanhã o atendimento no pronto-socorro estará garantido’’, afirmou o secretário de Saúde.
A Prefeitura pretende administrar o hospital pelos próximos seis meses. O estoque de medicamentos e o pagamento de funcionários serão postos em dia. Na segunda-feira deve ser anunciado um plano emergencial para a saúde do município, que sem a Santa Casa deixa de atender a 70 casos diários de emergência e a 700 internamentos por mês.

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