Foz coíbe venda de carne clandestina
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segunda-feira, 09 de junho de 1997
Antônio França Foz do Iguaçu 
A Secretaria Municipal da Saúde de Foz do Iguaçu anunciou que vai apertar o cerco à venda de carne clandestina. A prefeitura começou a regulamentar as normas para o varejo e enviou um projeto de lei à Câmara de Vereadores criando o Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e uma série de exigências para manuseio da carne.
Técnicos da Secretaria da Saúde e do Ministério da Agricultura se reuniram ontem com comerciantes e anunciaram que a fiscalização da venda de carnes será rígida. Em fevereiro deste ano, os dois órgãos realizaram uma blitz na cidade para detectar os pontos de venda de carne clandestina.
Segundo levantamento feito pelo Matadouro Municipal, Foz do Iguaçu chegou a consumir cerca de 9 toneladas de carne sem inspeção somente no mês de fevereiro.
Na avaliação do secretário municipal da Saúde, Sadi Busanelo, 30% das 12 toneladas de carne bovina consumidas diariamente pelos moradores de Foz ainda são clandestinas. A maior parte dessa carne vem de Paraguai e Argentina.
ManuseioO que mais preocupa a prefeitura é o manuseio da carne nos supermercados. O abate e o transporte estão sendo feitos de maneira razoável e a contento, afirma Carlos Conti, chefe do Serviço de Inspeção Federal (SIF).
Com essa medida, a prefeitura coloca em prática a Portaria 304 do Ministério da Agricultura, assinada em 19 de maio deste ano, que regulamenta as normas para a venda no varejo.
A portaria estabelece que todos os comerciantes terão que adotar técnicas de corte da carne e de higiene, além de fornecer informações sobre data do abate, origem e sexo do animal, selo de qualidade e data de validade do produto.
EntravesCom a criação do SIM, os serviços de inspeção do Estado e do governo Federal passam a atuar na fiscalização do abate e transporte, enquanto o serviço municipal fica responsável pela vistoria da carne vendida em supermercados e açougues.
Estamos dispostos a resolver os entraves que essas medidas vão provocar por causa da falta de infra-estrutura de boa parte dos estabelecimentos, mas em casos de clandestinidade não seremos complacentes, alertou o chefe do SIF.


