O programa municipal de DST/Aids de Foz do Iguaçu mantém 250 pessoas em tratamento, sendo 30 delas menores soropositivas. Além destes pacientes, outras 60 crianças com até quatro anos de idade, filhas de pessoas doentes mas sem a manifestação do vírus, são acompanhadas por especialistas da cidade.
Apesar de registrar números decrescentes nos últimos três anos - 100 infectados em 1997, 86 soropositivos em 1998 e 84 no ano passado - o índice registrado nos últimos dez meses preocupa os coordenadores do programa. De janeiro até outubro deste ano, 82 testes deram positivo, praticamente o mesmo total computado em 1999.
‘‘Vale lembrar que um trabalho iniciado em agosto itensificou o acompanhamento nos bairros e nas cidades da região, aumentando assim os índices’’, explicou a coordenadora Clara Bevervanço Mantovani, referindo-se ao Projeto Cataratas, onde voluntários do Brasil, Paraguai e Argentina desenvolvem campanhas e ministram palestras para esclarecer à população da tríplice fronteira os perigos da doença e os meios de transmissão. Clara lembrou também que o atendimento se estende a outras cidades da região oeste do Paraná.
Assim como outros grandes centros, o quadro de doentes em Foz do Iguaçu registra hoje um inversão de percentuais entre homens e mulheres. Enquanto em 99 foram 37 pessoas do sexo feminino contra 47 do sexo masculino, este ano os índices são, respectivamente, 42 para mulheres e 40 para homens.
Segundo registros da Secretaria de Saúde e Saneamento de Foz, o primeiro caso foi cadastrado em 1988. Desde então foram identificados 617 soropositivos. Destes, 124 já morreram. Além de ter o programa DST/Aids, a cidade conta com o Centro de Aconselhamento Sorológico (Coas) e o Centro Testagem Anônima (CTA), onde são feitos cerca de 700 exames mensais gratuitos. Deste total, normalmente quatro resultados são positivos.

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