Fowler teria participado de outra farsa
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segunda-feira, 14 de julho de 1997
Dary Júnior 
Curitiba
Albari RosaAcusaDalva Lúcia da Rocha: Ele participou de uma trama para me prender por receptação de material de informática contrabandeado, o que nunca existiuA posição delicada do delegado Maurício Bittencourt Fowler, indiciado como um dos responsáveis pela morte do universitário Rafael Zanella, encorajou a corretora de imóveis Dalva Lúcia da Rocha a denunciá-lo por abuso de autoridade. Ele participou de uma trama para me prender por receptação de material de informática contrabandeado, o que nunca existiu, acusa.
Dalva diz que Fowler esteve na empresa Digitower, onde ela trabalhava como supervisora de vendas, no dia 15 de abril. Ele foi lá com três policiais e as duas sócio-proprietárias, Rosane Fischer e Cíntia de Rezende, conta. Segundo ela, o delegado não tinha mandado de busca, apreensão e prisão para recolher os equipamentos e detê-la junto com o menor G. S., de 17 anos.
Ele falou um monte de barbaridades para mim, dizia que eu não poderia fazer nada e ainda reclamou porque eu sabia dos meus direitos, lembra Dalva, que reconhece o agente Airton Adonski Júnior, também envolvido na morte de Zanella, como um dos policiais integrantes da operação. A então supervisora de vendas da Digitower foi ao 12º Distrito Policial e comprovou a origem dos materiais apreendidos.
De acordo com ela, Rosane e Cíntia teriam se aproveitado da amizade com Fowler para forjar um flagrante. Entrei com representação criminal contra os três. Elas, por estelionato; ele, que certamente ganharia dinheiro das duas com o golpe, por abuso de autoridade, afirma.
A reportagem da Folha tentou um contato com a Digitower, mas ninguém atendeu aos telefonemas. O delegado afastado Maurício Fowler foi procurado na Divisão Policial da Capital, onde deveria cumprir expediente administrativo.Um agente informou que ele foi colocado à disposição da Prefeitura de Foz do Iguaçu. Na prefeitura e na delegacia de Foz não havia informação sobre ele.


