As estradas de ferro, que trouxeram tanta riqueza e prosperidade nos anos 1930 à então infante Londrina, também foram responsáveis por trazer famílias que fugiam da fome, de doenças ou que simplesmente buscavam um lugar melhor para viver. Na manhã domingo retrasado, um céu azul recepcionou pioneiros e seus familiares no Museu Histórico, antiga ferrovia da cidade, para um café da manhã e cerimonial, que homenageou os primeiros habitantes do município.
A curadora do museu, Regina Célia Alegro, conta que a homenagem foi organizada para celebrar o Dia do Pioneiro, comemorado no último dia 21, e também para abrir a exposição "Acervos Familiares Contam a História dos 80 anos de Londrina", que ficará aberta até 30 de novembro.
"É uma forma de resgatar nossa história, lembrar experiências de quem foi responsável por construir nossa cidade", explica. Ela acredita que também é um momento de reflexão para os mais jovens. "Para construir o futuro, é importante conhecer o passado e refletir sobre tudo o que já foi feito", diz.
Com cinco anos de idade, em 1937, o pioneiro Antenor Capello, hoje com 82 anos, chegou com pai, mãe e cinco irmãos à cidade de terra roxa, com promessas de grande futuro. A mudança da família chegaria dias depois, de trem, metade inutilizada.
"Meu pai veio um ano antes, para comprar uma casa onde hoje é a Vila Nova. Naquela época, era no meio do nada", relembra ele. "Quando chegamos aqui, ele alugou uma carroça para levar todo mundo para casa. Minha maior lembrança da chegada é o carroceiro, meus pais e meus irmãos indo a pé, enquanto eu estava sozinho em cima da carroça." A família veio de Coroados (SP) para cá porque na cidade havia um surto de ancilostomíase, popularmente conhecida como amarelão. "Todo mundo na cidade estava infectado, e meu pai quis salvar os filhos disso. Chegando aqui, só a água boa de Londrina curou a gente. Nem precisamos de remédio", garante.

Foi inaugurado em 18 de setembro de 1970, na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Londrina; desde 10 de dezembro de 1986, ocupa o prédio da antiga Estação Ferroviária de Londrina

É um substantivo masculino proveniente do termo em francês ‘pionnier’ e significa alguém que é o primeiro a abrir caminho através de uma região mal conhecida. Também designa um precursor, um desbravador ou descobridor

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

mockup