Fotos de pedofilia foram feitas no PR
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sexta-feira, 10 de maio de 2002
Katia Michelle<br>Equipe da Folha 
Curitiba - As primeiras análises feitas pela perícia confirmaram que parte das cerca de 30 mil fotos de crianças praticando sexo com adultos, apreendidas no início da semana pela Delegacia de Crimes Contra Administração Pública, foi produzida no Paraná. Detalhes como a qualidade das fotografias e também o cenário em que elas foram tiradas foram as principais evidências. Além de confirmar a origem das fotos, o delegado responsável pelo caso, Guaraci Joarez Abreu, ouviu outras testemunhas que confirmaram o envolvimento do policial militar Rodrigo Feijó da Costa, de 24 anos, na rede.
O delegado também recebeu uma ligação de uma moradora de Canoas (RS) que contou que a filha dela, de dois anos, foi molestada sexualmente. O fato teria acontecido em abril do ano passado. Posteriormente, fotografias dela em cenas de sexo foram divulgadas na internet. Pelas características do material, Abreu diz que as fotos podem ser as mesmas que foram apreendidas em Curitiba.
A mãe da criança deve chegar em Curitiba no início da próxima semana para comparar o material e, se necessário, prestar queixa à polícia paranaense. Na última terça-feira, a Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública apreendeu cerca de 20 mil fotografias obscenas envolvendo crianças. O material foi encontrado enquanto a delegacia investigava uma apreensão de CDs piratas que, a princípio, conteria jogos eletrônicos. Ao analisar os discos, os peritos encontraram cerca de 7,5 mil imagens pornográficas infantis e pediram a prisão do ex-garçom Maycon Sad de Souza, de 24 anos, e do vendedor Oclair Gonçalves, de 25 anos, acusados de vender os CDs.
Com a prisão dos dois homens, a polícia chegou ao principal suspeito de liderar a rede de pedofilia, o policial militar Rodrigo Feijó da Costa, que está detido no Centro de Obervação e Triagem (COT), com prisão preventiva decretada por 30 dias.
O delegado responsável espera ouvir no início da semana mais seis testemunhas que disseram ter provas sobre o envolvimento do policial militar. Ainda não sabemos a participação dessas testemunhas. Por enquanto, estamos só ouvindo os depoimentos, disse o delegado. As testemunhas foram chamadas a partir de uma agenda de telefone encontrada com o ex-garçom e o vendedor, com nomes de pessoas e sites de pedofilia anotados. Até agora nenhuma nova prisão preventiva foi decretada, informou o delegado.


