Fotos de Luana serão afixados em caminhões
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sábado, 11 de dezembro de 2004
Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
Florestópolis A gestão de João dos Santos à frente do Conselho Tutelar de Florestópolis (73 km ao norte de Londrina) está chegando ao fim e hoje a equipe de conselheiros fará a última ação para tentar localizar a menina Luana Oliveira Lopes, que desapareceu na Zona Rural aos oito anos, no dia 17 de novembro de 2003.
Depois de receberem um reforço no material de divulgação do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) esta semana, os conselheiros e voluntários estarão hoje no trecho urbano da PR-170, próximo ao Centro, para afixar, em carrocerias de caminhões, cartazes que contém a foto da menina e o retrato-falado do suposto sequestrador.
A idealizadora da blitz é a conselheira Maria do Carmo Aguiar Casagrande. ''Queremos dar um presente de Natal para a família da Luana. Ainda mantemos a esperança, apesar de não termos pistas concretas'', justificou. O Sicride enviou 200 cartazes e cartilhas do João Esperto, uma espécie de guia infantil antidesaparecimento. ''Os caminhoneiros circulam muito e podem levar a foto da Luana para todo o Brasil'', comentou Santos.
Na semana passada, Diego, o irmão de Luana de 11 anos que a acompanhava, foi até Bandeirantes, mas não reconheceu nenhum dos três suspeitos. Pela versão do menino, no dia do sequestro, um caminhão-baú encostou à margem da PR-170, um homem desceu e ofereceu cobertores. As crianças entraram no baú e foram amarrados. Em um cafezal próximo a Prado Ferreira, o caminhão parou e Diego conseguiu escapar. Foi perseguido pelo motorista e golpeado na cabeça. Diego foi encontrado desacordado. Luana nunca mais foi vista.


