Foto Clube de Londrina comemora 35 anos
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sábado, 21 de outubro de 2006
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
''Era 1968 e eu fotografava o desfile de 7 de setembro em frente ao Mãe de Deus por diversão. Enquanto enquadrava a fachada da escola e o público para uma foto, uma das alunas virou o rosto e aquilo me chamou a atenção. Fiz a foto geral e depois um close da garota. Ampliei a foto e perguntando aqui e ali, descobri o endereço da menina. Um dia, de surpresa, fui até a casa dela para entregar a fotografia de presente. Começamos a namorar e já estamos casados há quase 40 anos''.
O romance envolvendo o consultor Mario Jorge Tavares, fotógrafo nas horas vagas, é apenas uma das centenas de histórias dos divertidos membros do Foto Clube de Londrina, que comemora 35 anos este ano.
''O objetivo do Foto Clube sempre foi produzir foto artísticas'', define o presidente Rui Cabral. Ele recorda que o clube londrinense nasceu da iniciativa de pelo menos dez interessados que haviam participado de um curso promovido por uma empresa fabricante de máquinas fotográficas na cidade, em maio de 1971.
As primeiras reuniões foram feitas numa sala cedida pela Associação Médica de Londrina, na Praça Primeiro de Maio (Centro). ''Com o aumento no número de associados, a sede foi instalada no Edifício Manella, no início de 1972. Em novembro de 1974, o clube foi transferido para as margens do Igapó, onde permanece até hoje'', conta.
''Mais de 25 fotógrafos amadores participam do clube atualmente, a maioria deles jovens estudantes'', declara Rui Cabral. Segundo ele, o Foto Clube de Londrina está inscrito na Confederação Brasileira de Fotografia e um dos maiores feitos de seus membros foi sediar, em Londrina, a Bienal Nacional de Fotos em Preto e Branco, em 1996.
''O evento foi aberto ao público e recebeu fotógrafos do Brasil inteiro durante uma semana de exposição. Além da assembléia da Confederação, organizamos um passeio turístico fotográfico pela cidade'', relembra.
Cabral conta que aprendeu a fotografar com os amigos fotoclubistas aos 12 anos. ''Já são 20 anos de Foto Clube'', diz o fotógrafo profissional, que hoje trabalha no Museu Histórico de Londrina e ainda conserva oito câmeras.
''Minha primeira câmera foi uma máquina caixão para filme 120, com a qual era possível fazer 12 ou 24 poses. Mas era preciso tomar cuidado para não bater a mesma pose duas vezes'', brinca.
Apesar de fotografar desde a adolescência, Mário Jorge Tavares, diferente de Cabral, começou a participar do Clube apenas em 2002. ''Vendi todas as minhas câmeras para comprar a digital'', conta.
Já o jornalista e professor Pedro Wagner, que é diretor de relações públicas do Foto Clube, começou a tirar fotos ''aos 20 e poucos anos'', como recorda, e entrou para o Foto Clube em 1988. Sua primeria máquina fotográfica foi uma Tuca, adquirida em 1972, ''que fazia uma barulheira''.
Segundo ele, com 18 ou 80 anos, dezenas de fotógrafos amadores reúnem-se nas tardes de sábado, no Centro Cultural Igapó (Zona Sul), para trocar informações sobre uma paixão que é comum a todos. ''São 35 anos de atividades initerruptas'', assinala.
Serviço - Para participar do Foto Clube de Londrina basta aparecer no Centro Cultural Igapó, na Rua Souza Naves, em frente à Rua Henrique Dias, aos sábados, das 16 às 18 horas.


