Fossa com lixo hospitalar é violada
Edna Mendes
De Cornélio Procópio
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Bandeirantes (34 km a leste de Cornélio Procópio), responsável também pela coleta de lixo na cidade, registrou queixa na delegacia denunciando o furto de lixo hospitalar recolhido pelo órgão. A fossa de concreto construída para armazenar exclusivamente o lixo hospitalar foi violada e materiais contaminados foram fisgados com varas de pescar improvisadas.
A direção do SAAE não acredita na possibilidade de que os ladrões sejam catadores de lixo. A autarquia aponta usuários de drogas que tentam recuperar, principalmente, seringas usadas e medicamentos vencidos. Para apanhar o lixo, os ladrões arrombaram o cadeado do portão que dá acesso à fossa e deixaram alguns detritos espalhados pelo local.
A fossa tem cinco metros de profundidade e fica num terreno de oito alqueires onde funciona também a lagoa de tratamento de água e esgoto. O buraco é revestido com concreto e fica numa área isolada.
Por causa do grande risco de contaminação que o lixo hospitalar oferece, somente um funcionário treinado tem acesso ao local. Na área, há ainda placas preventivas que alertam sobre a existência do lixo. Segundo a SAAE, o depósito obedece a todas as normas de segurança exigidas por órgãos de saúde.
O diretor do Departamento de Água e Esgoto do SAAE, Nilton De Sordi Júnior, disse que a autarquia está preocupada com os riscos de saúde que estas pessoas estão correndo. Existe muito sangue neste tipo de lixo e é grande a chance de contaminação e de contrair doenças graves, como a hepatite, por exemplo. Mesmo tomando todos os cuidados necessários, não podemos vigiar a fossa o tempo todo para garantir a segurança dessas pessoas, alerta. -
De Sordi observa ainda que nenhum tipo de lixo hospitalar serve para comercialização ou reciclagem. Por isso, podemos reforçar ainda mais a teoria de que esse lixo está sendo procurado por usuários de drogas, justificou.
Desde fevereiro, é recolhido diariamente em Bandeirantes o lixo hospitalar de 42 pontos como hospitais, postos de saúde e consultórios médicos e odontológicos. A coleta é feita em carro adequado. Até o ano passado, o lixo hospitalar era levado para o lixão da cidade.





