Questão socialTerreno público invadido na Cidade: vereadores tentam soluçãoA comissão de vereadores que estuda o problema das invasões em Londrina fez nova reunião ontem pela manhã na Câmara e decidiu realizar um fórum sobre o assunto. A data ainda não foi definida. ‘‘Queremos discutir amplamente o assunto e buscar soluções para as 13 mil pessoas que estão na fila, à espera de uma casa’’, afirma Célio Guergoletto, que integra a comissão junto com Elza Correia e Salvador Francisco.
Outra sugestão do grupo é procurar donos de loteamento com impostos em atraso e propor a troca da dívida por terrenos, onde possam ser assentadas as famílias carentes. A proposta foi discutida ontem e será levada ao prefeito também em reunião a ser agendada. A comissão de vereadores já tem em mãos os nomes dos devedores, mas não quis divulgá-los.
Cerca de 13 pessoas participaram da comissão, entre lideranças comunitárias, representante da Prefeitura, o promotor de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais, Paulo Tavares, e o presidente da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab), Wilson Mandelli, que apresentou um relatório sobre as medidas e ações da companhia para assentar as famílias carentes e eliminar os pontos de invasão.
Segundo o relatório da Cohab, existem hoje em Londrina 1.100 famílias vivendo irregularmente em ocupações, totalizando 5 mil pessoas. Entre 500 e 600 destas famílias deverão ser assentadas em uma área que está sendo desapropriada na zona oeste da Cidade. Célio Guergoletto lembra que a comissão é contrária à criação de grandes assentamentos de sem-teto, como o jardim Olímpico (zona oeste). ‘‘Uma concentração de 5 mil pessoas, por exemplo, gera muitos problemas de segurança e infra-estrutura.’’

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