Curitiba - Buscar maior integração entre os países latino-americanos no que diz respeito às ações nas áreas social e cultural é a principal proposta do Fórum Social do Mercosul, que foi lançado, oficialmente neste fim de semana em Curitiba. O encontro acontecerá entre os dias 15 e 17 de julho, na Capital. A iniciativa partiu de entidades paranaenses, que já têm forte envolvimento no Fórum Social Mundial (FSM), e articulação de órgãos do governo do Estado.
A realização de um fórum reunindo representantes dos países do Mercosul, em Curitiba, tem a intenção, também, de mostrar para o comitê executivo, que irá escolher a sede do Fórum Social Mundial de 2009, a capacidade de mobilização das organizações do Paraná. Além desse evento, o comitê pró-realização do Fórum Social Mundial em Curitiba pretende realizar, em 2008, também na Capital, uma edição brasileira do fórum.
Para o secretário especial de Assuntos Estratégicos, Nizan Pereira, já existe uma sintonia entre os países do Mercosul sob o ponto de vista econômico e político, mas falta uma integração maior em relação às propostas para a área sócio-cultural. ''É um resgate do que existiu antes dos governos militares nesses países'', acrescentou o secretário.
Apesar da proximidade geográfica, os produtos culturais da Argentina -como o tango- acabam chegando ao Brasil de uma maneira atravessada, exibido, por exemplo, nas produções cinematográficas norte-americanas, destacou Nizan Pereira.
O encontro reuniu representantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR); Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Central Única dos Trabalhadores (CUT); Força Sindical; Sindicato dos Professores do Paraná (APP-Sindicato); União Nacional dos Estudantes (UNE), União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes); Comitê de Mulheres; Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); órgãos governamentais; e conselhos de Segurança, além de lideranças políticas.
O FSM é um espaço de debate democrático de idéias, aprofundamento da reflexão, formulação de propostas, troca de experiências e articulação de movimentos sociais, redes, organizações não-governamentais (ONG's) e outras entidades da sociedade civil organizada, ''que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo''. Após o primeiro encontro mundial, realizado em 2001, o fórum se configurou como um ''processo mundial permanente de busca e construção de alternativas às políticas neoliberais''. Essas definições constam da ''Carta de Princípios'' do FSM.

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