Fórum será aproveitado parcialmente
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sexta-feira, 08 de dezembro de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
O governo do Estado anunciou ontem que não irá demolir a obra inacabada do Fórum de Curitiba, no Centro Cívico. A atual estrutura de doze andares deverá ser reduzida para apenas cinco pavimentos, divididos em subsolo, térreo e mais três andares. Os compartimentos internos serão reestruturados para atender aos juízes e desembargadores do Tribunal de Alçada. A obra contará com 14,3 mil metros quadrados e custará mais R$ 14,5 milhões aos cofres públicos.
A empresa que ergueu o esqueleto, a Coteli Construtora Técnica Ltda, não deverá ser a responsável pelo término da obra, que será novamente submetida à licitação. A conclusão do prédio custaria cerca de R$ 41 milhões.
Além da remodelação do prédio abandonado, cujo estudo fica pronto em 60 dias, o Estado anunciou ainda a construção de dois prédios de 13,3 mil metros quadrados cada um, na Rua Deputado Mário de Barros, entre o Departamento de Transportes do Estado (Deto) e o Bosque do Papa. Os prédios serão semelhantes aos já existentes, atualmente ocupados por secretarias de Estado, e custarão R$ 9,6 milhões cada um. Eles serão usados para abrigar aos juízes, promotores, procuradores e desembargadores do Tribunal de Justiça e do Ministério Público. Esta é uma solução criteriosa e criativa sob o ponto de vista técnico para um problema que existe desde 1991, quando a obra foi abandonada, destacou o governador Jaime Lerner.
A previsão é a de que ainda este mês, um projeto de lei para viabilizar o edital de concorrência seja enviado para a Assembléia Legislativa. A intenção é fazer o pagamento da obra num sistema de leasing. Com isto, a empresa vencedora da licitação teria um prazo de um ano para construir os dois prédios públicos e remodelar o fórum, começando a receber após a construção total. O valor a ser pago seria como um aluguel, de até 1% do valor total da obra por um período de 30 anos.
O presidente do Tribunal de Justiça, Sydney Zappa, disse que o projeto resolve o problema de acomodação do Judiciário. É uma solução para a Justiça do Paraná, sem implosão e sem esqueleto, salientou.


