Fórum reivindica delegacia antitóxico
A implantação urgente de uma delegacia antitóxico foi a principal conclusão do Fórum Londrina contra as Drogas. Organizado pelo Rotary Club Londrina Cinquentenário, com o apoio da Câmara Municipal de Londrina, o fórum foi realizado na noite de terça-feira. Partciparam autoridades judiciárias, políticas e policiais, e representantes de escolas, associações de moradores, clubes de serviços, entidades de classe e igrejas.
O presidente do Rotary Club Londrina Cinquentenário, médico José Antônio Rocco, apresentou o motivo do debate. Um em cada 4 crianças e adolescentes entre 10 anos e 18 anos já experimentou algum tipo de droga; aproximadamente 80% dos casos de violência urbana, têm por trás o uso de drogas ou álcool; somente cerca de 30% dos viciados conseguem recuperação.
A sociedade, de certa forma, tem dado sua contribuição na prevenção e recuperação, mas a terceira perna deste tripé de combate às drogas - a repressão - não está funcionando, avalia o presidente do Rotary. Segundo ele, em 95, a Secretaria de Segurança Pública baixou a Resolução 905, criando a Delegacia Antitóxico de Londrina. Lamentavelmente, a delegacia ainda não saiu do papel.
Os participantes relataram o trabalho de cada instituição e suas propostas para combater o uso de drogas. A necessidade da Delegacia Antitóxico foi unanimidade entre os debatedores.
O presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, vereador Antenor Ribeiro (PPB), disse que os vereadores têm recebido apelos da sociedade, sobretudo de pais desesperados, que pedem ajuda na solução do problema das drogas. Não podemos resolver o problema do tráfico e do consumo das drogas por decreto. Mas a Câmara tem desenvolvido, na medida do possível, ações que contribuem para a solução do problema, disse Antenor. Ele destaca que, além da Delegacia Antitóxico, é necessária a definição de uma política global para os menores, com envolvimento dos pais, da sociedade e do Estado.
As drogas são o flagelo deste fim de século, disse o tenente-coronel Ademir Costa. Ele relacionou as ações da PM na repressão ao tráfico e também destacou que o trabalho não é somente da Polícia, mas de toda a sociedade. Só com a colaboração da sociedade é possível minimizar o problema, disse.
O comandante pede que as pessoas denunciem, ainda que anonimamente, os traficantes. A negligência da sociedade provoca o aumento da insegurança.
Já o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial disse que a situação se agravou nos últimos anos devido à disseminação do tráfico. No passado, o tráfico era feito por quadrilhas. Hoje, há vários pequenos traficantes, o que dificulta o seu combate. Wanderci Corral Fernandes também defendeu a urgente implantação da delegacia antitóxico. Mas não adianta tentar enganar a sociedade. A delegacia especializada só não foi implantada por falta de recursos humanos, pelo menos dois delegados, dois escrivães e 10 investigadores. Somente com o novo concurso será possível arregimentar esse pessoal e viabilizar a Antitóxicos, disse Fernandes.Celso PachecoCobrançaParticipantes do Fórum, realizado na Câmara, cobraram instalação da delegacia especializada: tirar do papelÁureo Nogueira





