Os números do trânsito em Londrina surpreendem negativamente. No ano passado, foram 6 mil acidentes registrados na cidade, deixando 3.213 feridos e 65 mortos. Os dados foram apresentados ontem pelo Fórum Permanente de Planejamento Estratégico para o Desenvolvimento Sustentável de Londrina. Segundo o estudo, as motos representaram 62% dos acidentes, seguidas por carros e caminhonetes, com 22%, pedestres 9%, bicicletas 4%, ônibus 1% e caminhões, com 0,3%.
Para o engenheiro da Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina (Adetec), Cláudio Tedeschi, um dos colaboradores do estudo, os principais motivos para o alto índice de acidentes são: falta de investimento em inovações tecnológicas, impunidade, pouco investimento em educação, baixo conhecimento da legislação, trânsito centrado no transporte individual e, especialmente, falta de educação da população em geral.
Entre as soluções apontadas estão a determinação de um perfil do trânsito, abertura canais de comunicação com a população, premiação de comportamentos saudáveis, implantação de sistema de controle das principais ruas e aumento da fiscalização. ''O papel do Fórum é pesquisar como funciona, por que há problemas e propor soluções. A execução fica por conta dos órgãos competentes'', completou Tedeschi.
Pé na Faixa
O diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Sérgio Dalbem, disse que avaliará o estudo antes de colocar qualquer propostas em prática. Segundo ele, a campanha Pé na Faixa, que completará dois meses no próximo dia 18, também terá como meta a fiscalização, inclusive com multa, que poderá chegar a R$ 190 e sete pontos na carteira para quem não respeitar o direito do pedestre.
Na primeira fase, a campanha informou a população, chamando atenção para as faixas, com placas e faixas sinalizadoras. ''Inclusive descobrimos que muitas faixas nem eram cadastradas. Só no Centro, pelo menos 30 estão sendo preparadas, pintadas ou remanejadas.''

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