Fórum popular discute segurança pública
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sexta-feira, 05 de outubro de 2007
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Discutir os principais problemas ligados à falta de segurança e apontá-los num documento com reinvindicações a serem encaminhadas à Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). Esse foi um dos objetivos do II Fórum Popular de Segurança Pública da Região Metropolitana de Londrina, realizado ontem em Tamarana. Organizado pela prefeitura e Conselho Comunitário de Segurança local, o evento contou com a presença de autoridades como o vice-governador Orlando Pessuti e representantes de 15 municípios da região.
Para o presidente do Conselho, Marcos Geraldo Batista, a realização do evento na cidade reforça as reinvindicações da população. ''Estamos pedindo patrulha rural e a presença de polícia civil para as investigações. A cidade tem tido um grande número de roubos e as pessoas não se sentem seguras'', disse.
De acordo com o sargento Arnaldo Oliveira, que atua como gestor de segurança em Tamarana, nos últimos três anos a cidade registrou doze homicídios; desses, três acontecerem este ano. ''A Polícia Militar poderia atuar de forma ainda mais efetiva se contasse com a ajuda de um escrivão da polícia civil'', salienta.
Desde 1994 a cidade de Tamarana não conta com a presença de um delegado de polícia. Atualmente, o 6º Distrito Polícial de Londrina é responsável pelo atendimento à Tamarana. A agente comunitária de saúde, Santina Santos, 42 anos, disse que já teve vários amigos que foram roubados. ''A cidade é pequena mas a falta de segurança existe e percebemos que os bandidos se aproveitam disso'', disse.
Depois que um rapaz foi morto a tiros na saída de uma escola no centro de Tamarana, no mês de setembro, a dona-de-casa Marta Sales Silva, 33 anos, não fica mais tranquila quando sua filha vai para a escola. ''Eu não consigo ficar em paz até que ela chega em casa. Tamarana está parecendo cidade grande. A gente quer mais polícia na rua e pelo menos um delegado aqui'', desabafou.
A moradora de Jataizinho, Vera Lúcia Squizatto, 49 anos, lembrou que a cidade conta com muitos roubos em rodovias e diversos problemas envolvendo menores ligados ao tráfico de drogas. ''Temos uma área rural grande e a violência acontece de forma que as pessoas não sabem mais o que fazer. Queremos mais policiais nas ruas para garantir a segurança e tranquilidade de todo mundo'', disse.


