Arapongas - O município de Arapongas (37 km a oeste de Londrina) sediou ontem o Fórum Estadual Lixo e Cidadania que reuniu prefeitos da região norte, autoridades ambientais, ambientalistas e sociedade civil organizada, para discutir o problema da destinação e tratamento do lixo produzidos pelas cidades. O encontro contou com o apoio do Fórum Nacional de Lixo e Cidadania ligado ao Ministério do Meio Ambiente.
A diretora de gerenciamento de projetos do Fórum Nacional, Ângela Maria Parente, destacou que o problema do lixo é grave e que grande parte dos municípios ainda estão em uma situação primitiva’’. O Fórum foi criado em 1998 depois que Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) realizou um seminário sobre a exploração do trabalho infantil em lixões.
Seu objetivo, segundo a diretora, é fomentar discussões e buscar alternativas conjuntas, apresentando soluções através de uma rede de programas e projetos já em andamento ou direcionando novas ações que concorram para a solução do problema da exploração infantil na catação de lixo. ‘‘As principais metas dos fórum é por um fim nos lixões; acabar com o trabalho infantil nessas áreas e incentivar ações ambientais’’, pontuou Ângela.
Arapongas sediou o ‘‘fórum estadual’’ em função do prêmio que ganhou - Medalha do Mérito em Gestão Ambiental - do Ministério do Meio Ambiente pelo modelo que implantou no município. O secretário municipal de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Mauro Rodrigues Mello, garantiu que 100% das 60 toneladas de lixo produzidas diariamente em Arapongas são recolhido pelos caminhões da Prefeitura. O município também instalou aproximadamente 4.500 contêineres nos bairros, que agilizaram o trabalho dos caminhões. Muitas áreas, porém ainda não contam com o benefício. A coleta seletiva, porém, atinge apenas 10% do total produzido.
Todo material, segundo ele, é levado para a usina de reciclagem e compostagem, onde é separado. A parte que pode ser reciclada é compactada e comercializada pelos antigos catadores que trabalhavam no lixão e hoje são funcionários da usina. O lixo orgânico, quase 80% do total recolhido, vira matéria orgânica que também é vendida ou usada pela Prefeitura.
O maior problema, segundo o secretário, é em relação ao lixo hospitalar, pois o município ainda não conta com incinerador. Os 500 quilos de resíduos recolhidos por dia seguem para o lixão, onde são enterrados. Em algumas ocasiões, eles acabam ficando expostos.
Em função das críticas que o município vem recebendo pela intenção de ampliar e reestruturar o lixão que funciona na periferia da cidade, Mello garantiu que o local é adequado e que possui as licenças ambientais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e do Ministério Público. A Prefeitura aguarda a liberação de R$ 350 mil da Caixa Econômica Federal para pedir a licença operacional. ‘‘Não concordo que o local esteja saturado’’, finalizou.

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