Lideranças da iniciativa privada estão reunidos desde ontem no fórum ''Repensando a Saúde de Maringá'', que até o final de semana vai levantar problemas e encaminhar soluções para melhorar o atendimento a pacientes públicos. Os profissionais da área de saúde, envolvidos no evento, consideram que não existe necessidade de se ampliar o número de leitos disponíveis pelo SUS. ''Não faltam leitos públicos, falta um gerenciamento sobre o que existe disponível'', disse o médico Marcelo Rezende, representante da Sociedade Médica de Maringá.
A central tem cadastrados 663 leitos, contando os 364 psiquiátricos, e mais 35 em UTIs, apenas em Maringá. O problema é que os 90 leitos do Hospital Universitário (HU), estão sempre ocupados, enquanto existem vagas em estabelecimentos privados. Rezende explica que uma das discussões do fórum é implantar uma fundação de saúde comunitária. ''Com a participação de toda comunidade teremos base para mudar a situação da saúde em Maringá'', acredita o vice-presidente da Acim, Antônio Fermenton. Ele reforça que a cidade não precisa de mais leitos públicos, mas gerenciar o sistema como um todo. ''Falta aproveitar melhor o potencial existente'', diz.
O médico Altino Ono Moraes, do Sindicato dos Médicos de Maringá, lembra que diante da situação, o caos na saúde pública reflete sempre no HU.

mockup