Cerca de 50 pessoas, representando várias entidades sindicais e populares, segmentos da igreja e partidos políticos participaram ontem de manhã, em Londrina, do lançamento do Fórum Municipal de Luta por Terra, Trabalho e Cidadania. O objetivo do encontro foi discutir principalmente a luta contra o modelo econômico adotado pelo governo Fernando Henrique Cardoso e definir detalhes da manifestação a ser realizada no dia 30, no Calçadão (área central).
A reunião aconteceu na sede da APP-Sindicato e trata-se de uma extensão do Fórum Nacional de Luta por Terra, Trabalho e Cidadania, lançado em 1997 por várias entidades. Segundo o diretor do Sindicato dos Bancários, Paulo Lima, a mobilização em Londrina em torno do fórum é uma demonstração de que a comunidade não está de braços cruzados.
Os integrantes do Fórum acusam o governo FHC de provocar o desemprego ao desestimular a produção e são contra a privatização de empresas públicas. Eles reclamam também da postura adotada por Jaime Lerner, que vem privatizando a Copel, a Sanepar e o Banestado, consideradas principais empresas promotoras de desenvolvimento no Estado. ‘‘A população quer mais seriedade por parte dos governantes em todos os níveis’’, destaca Paulo Lima.
Durante o Fórum foi distribuído um manifesto aos participantes em que se destaca que Londrina também sente os reflexos destas políticas de governo, ‘‘evidentes no desemprego que cresce, no aumento de crianças abandonadas nas ruas, na violência que faz vítimas’’.
Estipulado pelo Calendário Nacional do Fórum, o dia 30 está marcado como o Dia Nacional de Luta. Em Londrina será realizada uma manifestação a partir das 10 horas e, de acordo com Paulo Lima, servirá como uma ‘‘comemoração’’ do dia 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador. ‘‘O trabalhador brasileiro está cada vez mais desempregado, a luta pelo emprego é desesperadora’’, ressalta.Dorico da SilvaLideranças discutem reflexos do modelo econômico: maior desempregoLucilia Okamura

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