Fórum debate educação no País
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 14 de maio de 1997
Sucursal de Maringá 
As diretrizes políticas para a educação definidas pelo governo em conjunto com o Banco Mundial foram as principais questões discutidas ontem no auditório da Câmara de Maringá pelos 300 professores presentes ao Fórum Regional em Defesa da Escola Pública, Universal e Gratuita.
A professora Francis Mary Guimarães Nogueira, da Unioeste/Cascavel, comparou relatórios do Banco Mundial e do Ministério da Educação, afirmando que existe uma preocupação comum de interesses entre os dois organismos que está prejudicando a universalização do ensino.
O MEC atribui um valor desmedido à educação básica, como se a resolução desse problema fosse fazer o País se integrar no mercado global nas mesmas condições que os mais ricos, disse Francis Mary.
A outra conferencista do encontro foi a professora da Universidade Federal do Paraná e coordenadora do Fórum, Maria Dativa Salles Gonçalves. Ela falou sobre a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação (LDB), aprovada em dezembro de 96 pelo Congresso Nacional.
Maria disse que a LDB trouxe avanços para o sistema educacional do País, mas também trouxe retrocessos. Entre as virtudes da lei, ela elogia a definição da educação em dois níveis: básico e superior. Embora a lei atinja a todos, ela não transforma a realidade. De qualquer forma foi um avanço. A educação poderá ser exercida com mais amplitude.
Quanto aos recuos, a professora lamentou que a LDB não define que a responsabilidade pelo sistema de ensino é do governo. Não se efetivou a idéia de um sistema de ensino com qualidade comum a todos. A LDB viabilizou a autonomia das universidades, mas na verdade desresponsabilizou o Estado.


