FÓRUM DE LONDRINA - Ampliação deve sair só em outubro de 2008
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terça-feira, 18 de setembro de 2007
Wilhan Santin<br>Reportagem Local 
Formado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 1993, o juiz da 10 Vara Cível, Álvaro Rodrigues Júnior é o novo presidente do Fórum de Londrina. Ele assumiu seu mandato de dois anos na primeira semana de setembro e substitui Carlos Maurício Ferreira, da 2 Vara de Família. Em meio às atribulações dos primeiros dias de sua gestão, Rodrigues Júnior concedeu a seguinte entrevista ao Reflexão Jurídica da FOLHA.
Atualmente, quais são os maiores problemas do Fórum de Londrina?
A falta de instalações adequadas compromete a qualidade dos serviços prestados, além de ser motivo de desconforto, inclusive para os advogados e para o público. Entretanto, esse problema será solucionado com a inauguração de dois prédios anexos, para os quais serão transferidos o juizado especial e todas as varas cíveis, além da Vara de Execuções Penais (VEP). Após a inauguração dos anexos, o prédio atual será inteiramente reformado para a utilização das varas criminais, varas de famílias e Vara de Infância e Juventude. O maior problema, contudo, é a insuficiência do número de servidores, o que acarreta a impossibilidade de se prestar o serviço desejado pela população. Este, porém, é um problema existente em todas as esferas do poder público, já que os recursos disponíveis, materiais ou humanos, não são e nunca serão suficientes para atender a demanda. Daí porque é preciso superar as limitações existentes, adotando-se métodos de gestão da iniciativa privada, visando melhorar a eficiência. Não adianta sonhar com condições ideais de trabalho, mas, sim, tentar prestar o melhor serviço possível, independentemente das dificuldades.
As obras de ampliação estão seguindo o cronograma?
Houve atraso de aproximadamente 50 dias, devido a problemas técnicos que surgiram no momento da fundação. Em razão disso, a obra foi adiada para o final de outubro de 2008.
As três varas criminais, duas cíveis e três de família que foram criadas, porém não instaladas, podem sair do papel?
A instalação das novas varas é uma expectativa de toda a comunidade forense. Contudo, a instalação dessas varas depende de muitos recursos financeiros e esses, como se sabe, são escassos. Existe, porém, grande sensibilidade por parte da presidência do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) em atender essa reivindicação.
Ser diretor do Fórum é um grande desafio?É um desafio no sentido de desenvolver uma atividade administrativa, completamente distinta da jurisdicional, na qual o isolamento é inevitável. Encaro, porém, como uma oportunidade de retribuir um pouco do muito o que recebi desta cidade, onde nasci, cresci, me formei, me casei, onde nasceram meus filhos e da qual muito me orgulho.
Recentemente a juíza Lídia Maejima, da 2 Vara Criminal, foi promovida a desembargadora e já se mudou para Curitiba. Quando um novo profissional deve substituí-la?
Em primeiro lugar, será aberta a oportunidade para os juízes da nossa Comarca optarem por responder pela Vara que era da doutora Maejima. Não havendo a manifestação de nenhum desses profissionais, fica a critério do TJ-PR decidir se realiza uma promoção ou remoção. Isso deve demorar de dois a três meses.


